Manejo e dia-a-dia

Cavalos podem ser canhotos ou destros! Veja como saber.

Publicado em 03/10/2016 às 15h36

Uma das coisas que nós descobrimos ainda jovens são nossa lateralidade, ou seja, se você é destro ou canhoto. Isso faz uma enorme diferença, especialmente na hora de escrever, abrir objetos, mas também se reflete nas nossas pernas por exemplo, ao chutar uma bola: Se você é destro, tende a se equilibrar melhor  ao chutar com a direita.

Lateralidade significa que eles preferem a direita ou esquerda ao executar uma variedade de atividades, tais como galope, alongar ou saltar. Saber que lado o seu cavalo prefere pode fazer uma enorme diferença para o sucesso da sua formação.

Em um estudo, 40 cavalos (machos = 20, fêmeas = 20) foram testados para ver se eles apresentavam sinais de lateralidade. Os procedimentos experimentais incluíam observar os cavalos livres e montados, isso permitiu analisar a direção que preferiam. Os resultados foram surpreendentes: Eles não só encontraram provas claras de lateralidade na maioria dos cavalos, mas também havia uma diferença sexual pronunciada, as fêmeas normalmente preferem a direita e os machos a esquerda. Os resultados foram publicados na revista científica americana Applied Animal Behavioral Science.

Acontece que há uma maneira ainda mais fácil de dizer de que lado o seu cavalo prefere: Basta olhar para os espirais na face do seu cavalo e ver o caminho que eles fluem. Por exemplo, se ele corre no sentido anti-horário quer dizer que provavelmente seu cavalo é canhoto, se ele corre no sentido horário há grandes chances dele ser destro!

comportamento cavalos

redemoinho pelo cavalo

Pode soar estranho, certo? Porém, esta lateralidade foi medida, registrada e publicada em diversas revistas científicas do comportamento de eqüinos.

Como nós, também existem aqueles que são ambidestros, eles representam cerca de 10% dos equinos conforme relatado em um outro estudo realizado com 219 cavalos.

Essa informação também é importante para a formação equitação e manipulação do cavalo. Por quê? Porque se você introduzir novas habilidades para o seu cavalo à direita e tiver um animal destro, você vai achar que você tem muito menos resistência. Pense desta forma: se alguém estivesse tentando lhe ensinar como realizar um exercício novo, seria mais fácil para você se experimentar pela primeira vez usando sua mão / perna direita ou esquerda?

A maioria de nós aprendem as coisas mais rápido quando praticá-lo primeiro com o nosso lado preferido. O mesmo é acontece para os cavalos. Portanto, esta é uma valiosa dica treinamento do cavalo para poupar-lhe algum tempo com tentativas e frustração!

Boa sorte!

Via: The thinking equestrian

Categoria: Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

O passo a passo de um banho em seu cavalo

Publicado em 21/09/2016 às 14h33

O momento do banho é uma ótima oportunidade de 'brincarmos' com nosso cavalo. Além da necessidade do banho, ele pode se tornar um lazer para todos, especialmente nos dias quentes. Mas sempre devemos levar em consideração os cuidados que devemos tomar.

Preparação para um banho completo

Primeiro devemos separar o que precisamos: uma mangueira com um bico ajustável, dois baldes, esponjas grandes (em formato de meia-lua), um pote de selante de casco com aplicador, um shampoo suave, uma luva de borracha, um raspador de madeira (mais suave do que o plástico ou metal), um par de toalhas grandes, um banco ou escada e talco ou loção para as pernas do cavalo que tendem a ter pele seca.

Podemos trabalhar sozinhos a maior parte do tempo, mas se o seu cavalo é muito nervoso (ou você é), consiga um ajudante que pode segurá-lo e acalmá-lo com tapinhas e palavras tranquilizadoras.

 Molhando

1. Antes de ligar a mangueira, podemos usar uma pomada, ou óleo, nos cascos do cavalo para selá-los, protegendo-os de absorção de água, o que pode torná-los quebradiços, especialmente em climas quentes.

 2. Agora o molhamos todo (exceto a cabeça), com a mangueira em "chuveiro", trabalhando lentamente dos pés dianteiros e pernas (para garantir que ele está confortável com a mangueira), então sobre o ombro e depois o pescoço e a crina, sempre mantendo o jato de água longe de sua cabeça. Se não há água corrente, enchemos um balde e passamos a esponja generosamente, seguindo a mesma ordem.

 3. A partir do pescoço descemos pelas costas, para baixo nos flancos e patas traseiras e sob seu corpo, incluindo a barriga e área genital (felizmente, a maioria dos cavalos não se importa com um fluxo suave de água nessa região). Finalmente levantamos a cauda, ​​molhamos bem ao redor do ânus e para baixo entre as pernas e depois molhamos com a mangueira sob a cauda. O bom é que mesmo um cavalo nervoso com banho, normalmente se acalma depois que está completamente molhado.

 Ensaboando

1. Colocamos a esponja em um balde vazio, adicionamos água, em seguida, despejamos o shampoo sobre a esponja, adicionando mais água ao mesmo tempo para fazer bastante espuma. Mergulhando a esponja e adicionando água ou shampoo, conforme a necessidade para manter a espuma.

 2. Usando um movimento na direção contrária à dos pelos e espalhando sabão até a pele, começamos a ensaboar o pescoço, depois as patas da frente, costas, flancos, sob o corpo (incluindo atrás dos cotovelos, entre as pernas da frente e área genital) e para baixo das pernas traseiras.

 3. Em torno do ânus e entre as patas traseiras, usamos uma esponja diferente, reservada para essa área, com muita água.

 4. Mergulhamos a cauda no balde para molhar e ensaboar bem. Devemos espalhar o sabão cuidadosamente com os dedos (o pelo da cauda é grosso, para ter certeza que o sabão penetra), até o final da cauda, ​​adicionando água para mantê-lo ensaboado.

 5. Agora voltamos para a crina, certificando-nos de que está bem molhada, despejamos um pouco de shampoo diretamente nas mãos e usamos os dedos (e talvez uma luva de borracha) para trabalhar bem a espuma, até as raízes. Então passamos por cima de todo o corpo de novo, na mesma ordem, com a luva, molhando com frequência e esfregando bem. A luva funciona como uma escova de borracha, deslocando e levantando o pelo solto – e a fricção rítmica estimula a circulação e faz com que o cavalo se sinta bem.

 Lavagem completa

1. Em seguida, vem uma boa lavagem. Com a mangueira (ou uma esponja nova e um balde de água limpa), voltamos a subir pelas patas dianteiras para o ombro.

 2. Mantendo o spray longe da cabeça, vamos trabalhando do pescoço para baixo e na crina, em seguida o dorso, flancos, a parte inferior e as pernas, raspando com a mão livre e aplicando mais água até que esta escorra bem clara (podemos usar a luva também para ter certeza de que não há sabão sob o pelo mais grosso). Devemos ser particularmente cuidadosos para enxaguar a parte das costas (onde os resíduos de sabão poderiam causar irritação sob a sela) e da barriga (onde acumula água e sabão depois de correr pelos flancos) e verificando as pernas cuidadosamente. Mangueira em uma mão, luva na outra – para se assegurar de que os cascos estão totalmente livres de sujeira.

 3. Depois de levantar a cauda e usar a mangueira cuidadosamente entre as pernas traseiras, damos à cauda uma lavagem completa, verificando com os dedos se os pelos da cauda estão completamente livres de espuma, até as raízes.

 4. Para secar o cavalo, primeiro usamos o raspador, começando no pescoço e raspando para baixo no sentido do pelo, usando um pouco de pressão, mas não muita para não se tornar incômodo. Seguimos pela crina, as laterais e a parte frontal do pescoço; em seguida, o ombro, ao longo das costas (não sobre a coluna vertebral, mas para baixo de cada lado), sobre os quartos traseiros, e para baixo e sob a barriga e os flancos. Nessa pequena área do flanco, onde o pelo cresce de maneiras diferentes, viramos o raspador de modo a passá-lo na direção do pelo.

 5. Fica muito difícil usar o raspador nas pernas, então usamos uma esponja limpa, torcendo-a com frequência conforme vamos passando. Então usamos a toalha para secar o corpo, sendo especialmente cuidadosos para secar a barriga e todo o caminho até as pernas. Em um clima quente, as pernas úmidas são propícias a criar bactérias. Então penteamos a crina, mesmo ainda um pouco molhada.

 Lavar o rosto

1. Agora, com o corpo limpo e o cavalo acostumado com o banho, lavamos o rosto e cabeça (em pé sobre um banquinho ou escada para o conforto dele e o seu). Mergulhamos a esponja em água limpa, torcendo-a para que não fique pingando, depois passamos por todo o rosto e a cabeça para molhar bem: primeiro dos olhos para baixo, depois para cima sob o topete (tendo o cuidado de não deixar cair água em seus olhos), atrás das orelhas, pelas faces e depois sob a cabeça.

 2. Em seguida, torcer a esponja com sabão para que ele não pingue e lavar atrás das orelhas, sobre as bochechas e sob os olhos; em seguida, na frente das orelhas, acima dos olhos, e para baixo do nariz, tomando cuidado para que não fique espuma muito perto dos olhos.

 3. Não usamos muito sabão, não é preciso. Se o rosto estiver muito sujo, podemos usar esponja e sabão. Passando por todo o rosto, bochechas, atrás das orelhas e sob a cabeça - com a luva no queixo e na área entre as mandíbulas, que costumam ficar mais sujos. Enxaguamos com um balde de água limpa e uma esponja nova, enxaguando a esponja frequentemente conforme preciso. Despejamos a água desse balde, lavamos a esponja e tiramos a espuma restante, enxaguando de novo com esponja e água limpa para ter certeza de que não resta mais sabão. Em seguida, limpe a área das narinas.

 Retoques finais

1. Terminamos de secar a cabeça com uma toalha grande, para secar bem - incluindo em torno das orelhas.

 2. Finalmente, com corpo e rosto bem secos, podemos usar uma loção ou talco nas pernas do cavalo, que ajuda aos de pele sensível a se sentir mais confortável.

 

Este texto foi adaptado de um artigo publicado originalmente na edição da revista Practical Horseman Abril de 2003.

Categoria: Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

Plantas venenosas para cavalos - Veja quais são

Publicado em 12/09/2016 às 08h58

Dê um passeio através de qualquer piquete e  entre as gramas que você vai encontrar um grande número de plantas diferentes. Videiras pequenas, ervas daninhas, algumas flores silvestres- as chances de que pelo menos algumas delas são tóxicas para os cavalos são grandes. Centenas de plantas venenosas crescem diariamente nas pastagens  "Eu desafio qualquer um a me dizer que eles têm um pasto com zero plantas venenosas", diz Jeffery Hall, DVM, PhD, um toxicologista da Universidade Estadual de Utah.

A boa notícia, é claro, é que a grande maioria dessas plantas representam pouca ameaça aos cavalos. Por um lado, a maioria delas são intragáveis, uma vez que os cavalos que estão enchendo-se de forragem de qualidade dificilmente irão se atrair pelas folhas amargas que povoam seu pasto. Outro fator que protege cavalos é seu tamanho - um animal de 450kg deve consumir quantidades significativamente elevadas de toxinas para sentir quaisquer efeitos.

No entanto, algumas plantas são motivo de preocupação tanto porque mesmo uma mordiscada curiosa pode significar muito. Então vale a pena conhecer pelo menos algumas delas para que você possa elimina-las de suas pastagens ou evita-las em um passeio na estrada, ao longo de cursos d'água.

O cogumelo Ramaria flavobrunnescens causa intoxicação expontânea, a presença é mais frequente em animais que têm acesso a bosques de eucalipto e já é conhecida como "mal do eucalipto". Presente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

A Conium maculatum conhecida pelo nome comum de cicuta  é uma espécie herbácea pertencente ao género Conium da família Apiaceae. A planta é conhecida por dela se extrair a cicuta, uma potente mistura utilizada na Europa desde a antiguidade clássica como veneno.

Plantas venenosas para cavalos - cicuta

Tetrapterys Multiglandulosa popularmente conhecida como Cipó-preto, Cipó-ruão, Cipó-vermelho, é uma planta perene, presente em todos os estados da região Sudeste. A intoxicação ocorre mais no período da seca, quando os animais passam por restrição alimentar, pois a planta tem baixa palatabilidade, exceto os brotos jovens, que apresentam boa palatabilidade. Mesmo na seca a planta se mantém verde nos pastos, atraindo os animais.

plantas toxicas para cavalos

Lantana spp, a chumbinho, camará, cambará, margaridinha possuí ampla distribuição pelo Brasil sendo descrita nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. As intoxicações ocorrem mais situações de escassez de alimento e superlotação de pastagens, após as primeiras chuvas, pois a planta brota mais rapidamente. Os princípios tóxicos são o Lantadene B e Lantadene A. 

planta venenosa cavalo

A Pteridium aquilinum, popularmente chamada de samambaia do campo ou simplesmente samambaia, é uma planta perene, rizomatosa, herbácea, ereta e ramificada, medindo entre 50 a 180 cm de altura.Os cavalos não costumam recorrer naturalmente a esta planta, excepto há quando escassez de erva ou feno. Muitas vezes, esta planta vem misturada no feno, por isso é preciso atenção redobrada.

samambaia venenosa para cavalos

A Palicourea marcgravii, conhecida como cafezinho, erva de rato ou café bravo. É considerada a principal planta tóxica do Brasil – ampla distribuição geográfica, bem aceita pelos cavalos pela pequena quantidade para toxidez, seu consumo excessivo é que preocupa.

plantas toxicas para cavalos

Enterolobium maximum , ou timbauba. É uma árvore frondosa, sem cheiro, de cerne marrom-claro a cinza-rosado. Uma das principais plantas venenosas no norte do país.

A Baccharis cordifolia conhecida por mio-mio também causa problemas, especialmente no sul do país onde já tivemos um surto de intoxicação nas regiões de divisa com Argentina e Uruguai, levando a quadros agudos e fatais em um grande número de bovinos.

mio mio planta toxica para equinos e bovinos

A Senecio spp também conhecida como Tasneirinha, flor-das-almas e maria-mole é uma planta anual, que floresce a partir do mês de outubro e apresenta inflorescências amarelas, comportando-se como invasora de culturas e pastagens nativas. É encontrada na região Centro-Sul do Brasil. Os animais se intoxicam pela ingestão acidental da planta com feno e silagem, pois, a mesma é pouco palatável. Seu principio ativo são os alcalóides pirrolizidínicos hepatotóxicos e causadores de lesão crônica irreversível.

Plantas venenosas para cavalos

Fontes de pesquisa e imagens: http://www.gege.agrarias.ufpr.br/Portugues/Arquivos/Plantas%20toxicas%20de%20pastagens.pdf

http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=694

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-736X2006000200005

http://rehagro.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=1829

Categoria: Manejo e dia-a-dia, Masterplan / Implantação de haras e hípicas
Comentários (0) e Compartilhar

Trailers para cavalos e proprietários

Publicado em 18/08/2016 às 10h49

Na hora de viajar, todos tem que estar muito bem acomodados. Temos alguns exemplos para que vejam que isso não é impossível e podemos unir o conforto do animal com o dos cavaleiros e ainda caprichar no visual.

Trailer completo para cavalos e cavaleiros

Primeiro temos que ter um projeto para estudarmos as dimensões necessárias para os cavalos, quantidade de baias e depósito de material. Claro que esse projeto vai depender das necessidades de cada um.

Projeto do interior do trailer

Interior do trailer

O conforto do animal é o mais importante nesse caso, já que seu stress pode ser muito prejudicial.

Baias do trailer

Mas isso não impede que caprichemos nas comodidades dos cavaleiros.

Luxo e comodidade no trailer

Trailer com comodidade e aconhchego

A viagem não precisa ser um sacrifício para ninguém, concordam?

 

Categoria: Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

O quanto sua cocheira é segura?

Publicado em 11/07/2016 às 15h06

Cocheiras podem demonstrar todo o nosso amor por nossos cavalos ou a nossa situação econômica. Em termos de saúde e segurança dos equinos, a melhor solução é aquela que funciona, não necessariamente a cara. Diante desses fatos, vamos abordar o que o cavalo realmente precisa para garantir sua saúde.

SEGURANÇA NAS BAIAS DE CAVALO

Abrigo

Basicamente, o abrigo é um quebra-vento e um lugar para ficar protegido das intempéries. A chave é permitir que seus cavalos se adaptem às suas condições climáticas naturais, em seguida, construir sua moradia equina e desenvolver um programa de gestão que interfira o mínimo possível neste processo.

Sua localização geográfica afetará muitas das decisões tomadas em relação ao tipo de abrigo você tem para os seus cavalos. Cocheiras em climas mais quentes devem proporcionar sombra e movimento de ar suficiente para o controle de temperatura e ventilação. Em climas frios deve oferecer um quebra-vento e maximizar a utilização do sol. Isolar o espaço ocupado por cavalos não é nem necessário nem recomendado. Em lugar fechado a umidade fica retira no interior e se acumula, o que é prejudicial para a saúde do seu cavalo e estrutura do seu edifício.

A escolha do local

Se você está construindo uma nova cocheira, questões de saúde e segurança devem ser parte da equação para determinar a localização. Fácil acesso para reboques, veículos de emergência e manutenção de equipamentos é essencial. Esteja preparado para fornecer boas estradas e espaço suficiente para manobrar os veículos ao redor, em qualquer tipo de clima.

Proximidade e acesso a piquetes também é importante. Uma vez que muitos acidentes ocorrem quando se leva cavalos de e para áreas de afluência e da cocheira, qualquer área onde andam ou correm precisa ser tão plana quanto possível, com bom piso, o mínimo de obstáculos, e iluminação suficiente.

A escolha do local também permite que você tire vantagem de pontos positivos do seu clima e minimize os negativos. Por exemplo, em áreas que tem verões quentes, a orientação habitual é alinhar os corredores com os ventos prevalecentes para o arrefecimento de verão. Use portas do corredor de largura total que se abrem totalmente no verão e feche bem durante o inverno.

Para maximizar a luz natural, você deve escolher bem a localização. Isso é um grande benefício no sentido económico também. Uma boa iluminação ajuda cavalos e tratadores a ver o ambiente melhor. Claraboias são uma maneira útil para tirar proveito da luz natural, mas atentem-se para tomar todos os cuidados necessários durante a instalação a fim evitar vazamentos.

A drenagem total do local é importante para a segurança e saúde de todos. Áreas molhadas ou úmidas fornecem um terreno fértil para fungos, bactérias e insetos, bem como para aumentar a umidade total no celeiro. Boa drenagem superficial longe do celeiro e um telhado com inclinação adequada, são um bom começo. Calhas não são muitas vezes utilizados já que exigem limpeza frequente e, juntamente com drenagem superficial inapropriada, incentivam a reprodução do mosquito e fazem buracos de lama nos locais de drenagem.

Melhorar o local de um celeiro existente é muitas vezes possível. Os mesmos princípios se aplicam dentro das limitações da estrutura existente. As estradas de acesso podem ser alteradas, árvores cortadas ou plantadas e inclinação ao redor modificada.

Questões gerais de construção do haras

O sistema estrutural de sua nova cocheira ou seus planos para a reforma de um celeiro existente será determinada em parte pelo orçamento e estética. No entanto, a preocupação mais importante deve ser a integridade estrutural do edifício para resistir a fogo, vento e tempestades. Como cocheiras tendem a ser grandes estruturas, são alvos de vento e danos causados ​​por raios. Vários sistemas de construção se podem ser usados para cocheiras seguras e saudáveis. As questões importantes são as do orçamento, a integração do ambiente e estruturas vizinhas.

Estruturas de alvenaria (aqueles feitos de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto) são excelentes opções para celeiros, mas podem ser difíceis de modificar mais tarde. Baixa manutenção e facilidade de limpeza tornam a escolha melhor para muitas operações comerciais, quando esses fatores econômicos para justificam a despesa.

Uma construção de alvenaria adequada requer fundações de concreto reforçadas com aço projetados para o tipo de solo local para determinar a capacidade de suporte de carga e clima. Além disso, todas as aberturas e cantos destinadas à circulação onde os cavalos irão estar  devem ser suave, com cantos de forma arredondada.

Blocos com textura áspera, embora atraentes, só devem ser usado em superfícies exteriores onde não há tráfego de equinos.

Estruturas de aço, se devidamente projetadas, são extremamente seguras. Apesar de caro, este tipo de construção também proporciona baixa manutenção (exceto por pintura ocasional) e fácil limpeza. A capacidade de criar grandes vãos no telhado torna o aço o sistema preferido para arenas. Deve ser projetado para cargas de vento em sua área e instalado por um fornecedor  experiente. Como o de alvenaria, requer o reforço de fundações de concreto, mas apenas nas colunas e outros pontos de suporte de carga.

Embora o aço seja um excelente sistema estrutural, o tapume de aço é muitas vezes perigoso, se não for adequadamente protegido, de abrasão ou coices. Se a sua área de afluência ou paddock ficarem perto das cocheiras, bordas afiadas (sobreposições ou painéis de suspensão) e cantos devem ser protegidos. Parte da sua rotina de manutenção regular deve incluir frequente inspeção visual das áreas de danos. Chapas de aço nunca devem ser usado como um forro nas baias sem proteção nas bordas, de materiais como madeira.

Se o seu edifício existente tem painéis de telhado em metal, deve-se inspecionar os elementos de fixação e substituir pregos soltos ou parafusos pelo menos anualmente. Preste especial atenção para a ponta do material de cobertura em beirais e empenas onde é mais provável que o vento comece a levantá-los.

A madeira é a estrutura de escolhida para a maioria das cocheiras pequenas, uma vez que é inicialmente menos caro e relativamente fácil de modificar. No entanto, dependendo do projeto, a madeira pode ser de alta manutenção e difícil de manter limpo. Cupins são um problema sério em muitas partes do país. O dano estrutural que causam é quase invisível no começo e pode conduzir a uma degradação séria antes da detecção.

Drenagem

Os cavalos têm o hábito agradável de urinar ao entrar na baia. Eles tendem a ir no mesmo local, e muitas vezes acumular o liquido no mesmo ponto. Para os pisos de concreto é sempre aconselhável um sistema de drenagem complementar (cuidado com a espessura da grelha para a serragem não entupir a tubulação por exemplo).

Alguns haras optam pela escolha de tapete de borracha no piso da baia, por gerar economia na hora de colocar a cama (serragem), pode ser uma opção agradável por ser de baixo impacto nas pernas do cavalo. Porém, é necessário que seja instalada por um profissional para não deixar bordas sobressalentes onde o cavalo pode tropeçar.

Corredores das baias

Idealmente, os corredores deve ser de 3  metros ou mais de largura, o que permite o tráfego de animais e equipamentos sem descascar as paredes. Essa largura também oferece amplo espaço para cavalos e tratadores para passar uns aos outros com segurança.

Corredores internos das cocheiras devem se inclinar ligeiramente para o sistema de esgoto ou portas exteriores para permitir o escoamento ideal da água (sem formar poças) bem como facilitar o trabalho na hora de varrer o pavilhão.

COCHEIRAS PARA HARAS

Sempre pavimentar o corredor da cocheira em vez de deixá-lo de terra ou areia. A poeira é um inimigo para o sistema respiratório dos cavalos e humanos. Alto tráfego em áreas não pavimentadas também leva a alta manutenção. Há várias opções disponíveis na hora de fazer o piso:

  • O concreto é durável, mas deve ser finalizado com uma superfície texturizada, antiderrapante.
  • Asfalto funciona bem, mas não deve ser liso o suficiente a ponto de se tornar escorregadio.
  • Pedras apesar de serem esteticamente atrativas, não são uma boa opção. Muitas vezes são escorregadias e seus pequenos desníveis naturais são uma armadilha para escorregar cavalos e seus tratadores.
  • Piso intertravado de borracha é a melhor e mais segura opção para os animais. Porém, é que tem o custo inicial mais caro.

Iluminação / Outras preocupações elétricas

Problemas elétricos são uma das principais causas de incêndios em cocheiras. Certifique-se periodicamente de que sua fiação está toda em ordem.

Fiação exposta tem maior potencial de danos e podem ser mascadas por roedores, embora a norma elétrica possa permitir, esta opção não é ideal. Conduites reduzem esses perigos, e, no caso de eletrodutos de metal também fornecem um sistema de aterramento secundário. Embora seja trabalhoso (e custoso) deixar todos os interruptores e tomadas tampados podem te polpar (e muito) e inúmeros acidentes.

Um celeiro bem iluminado é mais seguro para o cavalo e humano; boa iluminação reduz acidentes e ajuda o manipulador ver ferimentos.

Celeiros são lugares inerentemente empoeirados. A poeira que se acumula em aparelhos elétricos - como luminárias e tomadas expostas - pode representar um grave risco de incêndio. Verifique e limpe-os periodicamente.

Coloque extintores de incêndio perto das entradas e saídas, e não em um armário no quarto de sela, onde seria de difícil acesso durante um incêndio ou emergência.

Manutenção

Uma cocheira bem cuidada é uma cocheira mais segura para o cavalo e humano. Muitas empresas dão treinamento aos seus funcionários sobre comportamento, como cuidar dos seus materiais de trabalho, como ajudar a manter um ambiente limpo, seguro e agradável. O mesmo serve para os proprietários de haras, hípicas e fazendas que possuem funcionários que lidam com clientes e cavalos.

Sugestão de check-list de manutenção no estábulos:

  • Faça uma inspeção geral para ver se há pregos salientes, parafusos, etc. ao menos uma vez por semana.
  • Aperte os parafusos soltos e parafusos em dobradiças e outros dispositivos que recebem uso diário ao menos uma vez ao mês.
  • Verificar se há portas de baia quebradas/ desalinhadas semanalmente.
  • Verifique se há beldes de água/ alimentação soltos ou quebrados diariamente.
  • Verifique o estado piso da baia e manter cama adequada diariamente.
  • Verifique se existem carrinhos, garfos, e outros instrumentos no corredor que podem atrapalhar a circulação ou até machucar alguém.
  • Verifique se ha carga no extintor de incêndio mensalmente
  • Preste atenção para painéis de tapume ou coberturas soltas ou danificadas, o ideal é troca-las imediatamente.
  • Faça sempre que possível uma inspieção geral nos depósitos de feno, cama, ração, a fim de se certificar de que não há presença de roedores, mofo e outras pragas.
  • Inspecione visualmente dispositivos elétricos, luzes e fiação exposta diariamente. Se um aparelho estiver conectado, mas desligado, desconecte da tomada.

%MCEPASTEBIN%

Categoria: Estábulos/ cocheiras, Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

Depósito de ração para cavalos - Dicas de como armazenar!

Publicado em 30/06/2016 às 11h53

Todos nós sabemos que é essencial para nossos equinos ter uma alimentação de qualidade, mas precisamos cuidar do armazenamento destes produtos com tanta importância quanto damos na escolha da alimentação adequada. Existem alguns itens que devemos ter atenção redobrada ao projetar e organizar o depósito de grãos e suplementos:

deposito de ração para cavalo

- Temperatura: Altas temperaturas podem estragar os grãos (ração/ aveia/ suplementos), que ao serem ingeridos pelo cavalo podem induzir a cólica. Tenha sempre um local bem iluminado e ventilado para evitar prejuízos.

- Armazenamento: Grande parte dos proprietários ainda utiliza depósito com sacos empilhados, apesar de não ser a maneira mais eficaz. Os tradicionais sacos de papelão são fáceis de serem "furados", danificados por roedores e ainda vulneráveis a umidade. Lixeiras industriais (de plástico ou metal) são amplamente utilizadas em outros países, para maior proteção dos grãos. Seus cavalos irão te agradecer todo cuidado.

deposito de ração haras cavalos

- Roedores e pragas: Já falamos em um artigo aqui sobre eles, gostam de lugares em que a comida é fácil, podem se esconder/ reproduzir. Mantenha sempre seu local limpo, livre de grãos "derramados" no piso.

roedores e alimentos

Classificar/ separar conforme seu uso: Quanto mais organizado seu espaço for, mais fácil será o trabalho dos tratadores. Um quadro/ lousa onde estão escritos o trato de cada animal, uma grande bancada na extremidade por exemplo oferece uma superfície de trabalho onde podem ser medidas as rações, misturados os grãos e colocar recipientes.  

quarto de ração para cavalos

- Umidade: Podem causa mofo/ bolor nos alimentos. Uma das maneiras de evitar mofo é manter os alimentos afastados do piso, onde normalmente a umidade é maior.

armazenar ração dos cavalos

- Localização: Ideal que seja um local próximo as baias para facilitar a mão de obra na hora de passar o trato, centralizar este depósito permite que os tratadores façam seu trabalho com maior eficiência, uma vez que serão menos passos na rotina diária.

- Iluminação: O Local deve ser bem iluminado para possibilitar a fácil leitura e identificação de cada item. Além de evitar acidentes.

Buscando imagens de referência para este post, encontrei uma idéia bem interessante para quem utiliza baldes (ao invés de cocho). Este suporte abaixo serve para pendurar os baldes, leva-los até o depósito de ração, abastecer e depois passar o trato. O que deveria ser feito em diversas viagens pode ser feito em uma só. Incrível não? Para quem tem animais com dietas diferentes, super eficiente.

 

Categoria: Estábulos/ cocheiras, Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

Cólicas em cavalos estabulados

Publicado em 27/06/2016 às 19h47

Todo proprietário de cavalos tem como pesadelo a palavra com "C", embora as vezes seja inevitável, existem alguns passos que os proprietários podem tomar para evitar as cólicas. Manter os animais no pasto, ao invés de baias por exemplo, pode diminuir significativamente a incidência de cólica nos cavalos. De acordo com os resultados de um estudo recente realizado por um grupo de pesquisadores britânicos, há uma diminuição no movimento do bolo alimentar (ou motilidade intestinal) em cavalos estabulados em comparação com os animais criados no pasto.

CAVALO SOLTO NO PASTO COLICA

 A equipe de investigação, liderada por Sarah Freeman, PhD, CertVA, Cert VR, Certes, Dipl. ECV, MRCVS, professora associada de Cirurgia Veterinária da Universidade de Nottingham - Escola de Medicina Veterinária e Ciência, em Leicestershire, utilizou ultra-sonografia para avaliar a freqüência de grandes contrações intestinais (e, portanto, a quantidade de motilidade intestinal) em dois grupos de oito cavalos (sem história recente de doença gastrointestinal) utilizados para treinamento de equitação no Defense Animal Center em Melton Mowbray, Reino Unido.

O primeiro grupo foi estabulados durante todo o período do estudo, composto por  duas fases de monitoramento. Eles foram alimentados com feno e concentrado duas vezes por dia, com acesso constante à água potável. Cavalos neste grupo foram exercitados levemente para 60-90 minutos por dia. Estes cavalos permaneceram na mesma rotina ao longo ambas as fases de monitoramento.

O segundo grupo foi mantido no pasto 24 horas por dia com acesso constante à água potável para a primeira parte da fase de monitoramento. Eles não receberam nenhum exercício formal ou concentrados suplementares, enquanto estavam no pasto. Para a segunda fase de monitoramento, cavalos neste grupo foram transferidos para o regime de cocheiras, idêntico ao primeiro grupo.

Os pesquisadores utilizaram a ultrassonografia para examinar dois cavalos de cada grupo de estudo duas vezes por dia durante dois dias consecutivos para avaliar a freqüência das contrações dentro de várias partes do intestino grosso.

COLICAS EM CAVALO COCHEIRA

Os resultados do estudo mostraram uma diferença mensurável em grande motilidade intestinal entre os dois grupos de cavalos.

"A frequência de contracções intestinais de todas as regiões coletivamente foi significativamente menor quando os cavalos foram estabulados em comparação com o regime de pasto, mas este efeito foi maior em uma região do cólon onde ocorrem geralmente impactações", disse Freeman no estudo.

A equipe observou que existem vários fatores que diferem entre a gestão de cavalos em baia e em pastagens, incluindo o tipo de alimentação, intervalos de alimentação e níveis de atividade.

 "Agora que sabemos que os cavalos estabulados reduziram a motilidade, podemos tomar medidas para tentar melhorar isso e reduzir o risco de cólica."

COLICAS EM CAVALOS ESTABULADOS

Algumas medidas que podem te ajudar a evitar cólica nos animais:

  •  Sempre tenha água limpa e abundante disponível
  •  Observe atentamente seu cavalo se houveram mudanças de treino, dieta ou lugar de estabulagem
  •  Sempre que possível, solte os animais no pasto
  •  Controle de parasitas nas baias e depósitos é essencial.

Estudo publicado na edição do Equine Veterinary Journal de agosto.

Categoria: Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

Gestão de esterco em cocheiras 02

Publicado em 13/06/2016 às 19h24

Prevenir poluição de água pelo estrume

Pilha de escoamento.

Qualquer armazenagem de estrume no local não deve contribuir para a poluição da água do solo ou da superfície. Lixiviado é o líquido acastanhado que escorre a partir do conteúdo sólido e drena para a parte inferior da pilha de resíduos;, uma gestão adequada pode evitar a formação de lixiviados. Uma área de armazenamento coberto por exemplo, terá muito menos lixiviado que uma exposta a precipitação. Um obstáculo de concreto com paredes laterais é necessário para conter os lixiviados de grandes pilhas, descoberto. A drenagem de lixiviados para um sistema de tratamento, tais como uma área de infiltração gramada é necessária para evitar derramamento para zonas sensíveis geológica ou socialmente.

Pisos de cocheiras

piso baia de cavalo

O tipo de piso da baia pode determinar o potencial de poluição das águas subterrâneas do estábulo. Concreto, asfalto e pisos de argila bem compactados são considerados impermeáveis ao fluxo de água. No entanto, qualquer que seja o tipo de piso utilizado, é sempre necessária alguma forragem para a cama, assim a urina e qualquer líquido do estrume são absorvidos pela cama.

Para pisos como concreto e asfalto, drenos são recomendados para a remoção de águas residuais, há que se atentar ao dimensionamento adequado da tubulação especialmente em algumas baias são frequentemente regadas e desinfetadas, como baias de parto ou hospitalares. Quando são utilizadas grandes quantidades de água, pisos impermeáveis ​​e drenos são necessários.

O drenos na baia devem ter uma tampa removível além de ficarem no canto da baia para evitar desconforto do animal quando se deita. O piso deve inclinar ligeiramente (3% é suficiente) para o ralo. Uma alternativa é a inclinação do piso para a porta da frente, onde uma calha estreita é posicionada ao longo da parede da frente, no piso do corredor, esta calha deve ter uma inclinação ao longo do corretor em direção aos drenos.

Paddocks para dias chuvosos.

Algumas fazendas possuem piquetes para dias chuvosos, que são espaços para exercício sem pasto. Paddocks sem grama também funcionam bem para cavalos mantidos em área cultivada limitada ou quando as pastagens são replantadas, fertilizadas, ou está descansado como parte do programa de rotatividade de pasto. O ideal é localizar estes piquetes de exercício em terreno elevado com provisão para limpeza da área de estrume e diminuindo o potencial de escoamento. Uma camada de pó de pedra ajuda a diminuir a lama, auxiliando a drenagem, além de proporcionar uma melhor superfície para recolher o estrume.

Manuseio de estrume

Movimento eficiente.

Ao manusear grandes quantidades de resíduos deve-se considerar amplas aberturas (portas). Evite desenhos de estábulos ​​que exigem voltas e passagens estreitas para no percurso do estábulo para a área de deposição de estrume. Para otimizar a eficiência do trabalhador é essencial uma boa iluminação natural e tornar a área de estoques de estrume temporária facilmente acessível a partir de todas as áreas do estábulo. Na maioria dos estábulos, as baias são limpas diariamente e o estrume armazenado em uma área acessível perto do celeiro.

Para evitar a manipulação adicional, os trabalhadores podem armazenar temporariamente o estrume em um veículo, como uma lixeira estrume. Uma vez que as tarefas de limpeza terminem, ou o armazenamento temporário seja preenchido, o estoque é movido para o local de armazenamento a longo prazo ou removido do local.

Situando o armazenamento de estrume

deposito de esterco

As áreas de estocagem de resíduos devem ser acessíveis a caminhões ou tratores. A localização em terreno alto normalmente irá fornecer solo firme bem acima das águas subterrâneas, formando uma base adequada para a instalação de armazenamento e estrada de acesso. Não armazenar o estrume onde o escoamento superficial ou enchentes farão com que nutrientes escoem por enxurradas próximas, também evitar piquetes devido ao aumento da exposição dos cavalos aos parasitas. Maus resultados de drenagem, em condições saturadas levam a acessos lamacentos e poças de água contaminadas. Desviar a água de drenagem superficial e do escoamento dos telhados próximos para lugares afastados da área de pilha. Muitos estábulos e pistas não tem sarjetas, resultando um volume grande de água para escoamento, um sistema de calha e drenos irá recolher e desviar a água longe da fundação do edifício e ignorar a armazenagem de estrume. Lonas ou um teto sobre a armazenagem de estrume pode minimizar a entrada de água da chuva. Não permitir o escoamento poluído para a piscina, já que mosquitos e moscas se reproduzem na área úmida.

Eliminação de estrume

Caminhões de transporte

caminhão esterco

Uma opção de eliminação de chorume é contratar um caminhão que irá remover os resíduos da instalação estável; os resíduos podem ser usados ​​em uma operação de compostagem comercial ou para outras funções em que sua eliminação é de responsabilidade do transportador. Um depósito para despejar os resíduos deverá ser dimensionado de forma que possam ser esvaziados semanalmente, também é importante pensar no seu acesso para os caminhões. Um tanque de concreto ou alvenaria são os mais recomendados para conter qualquer lixiviado.

Outros resíduos

A gestão de resíduos não se limita aos resíduos da baia do cavalo em uma instalação que abriga cavalos. Resíduos médicos (por exemplo, seringas e agulhas), o lixo branco, geralmente tem requisitos especiais de eliminação, assim como fertilizantes e pesticidas e suas embalagens, por vezes, têm restrições para eliminação. Resíduos dos banheiros (esgoto) requerem um sistema séptico ou conexão com o sistema de esgoto municipal. A água cinza, como chuveiros e pias, ou águas pluviais, tem uma possibilidade interessante de reaproveitamento para irrigação de áreas verdes e especialmente pistas de areia. Drenagem e escoamento superficial de asfalto, telhados de edifícios, piquetes sem vegetação, e áreas de exercício precisam ser gerenciados para que seu escoamento não invada cursos de água naturais.

Resumindo..

Ter um planejamento eficiente eficiente para a gestão de esterco traz benefícios tanto para o proprietário como para os moradores do entorno. O tempo gasto em planejamento será uma economia no futuro, diminuindo o esforço em tarefas de limpeza de baia e otimizando o tempo gasto pelos funcionários.

Fonte de referência: Artigo de Eileen Wheeler, professor de engenharia agrícola e biológica. 

Categoria: Estábulos/ cocheiras, Manejo e dia-a-dia, Masterplan / Implantação de haras e hípicas
Comentários (0) e Compartilhar

Cuidados com seu cavalos durante o inverno

Publicado em 09/06/2016 às 11h10

Mesmo em um ´país tropical´, os cavalos estão sujeitos a alguns problemas durante os meses mais frios.

Os cavalos são mais resistentes a temperaturas frias, mesmo assim alguns cuidados ainda devem ser tomados para assegurar que eles esfriem os músculos corretamente depois de serem montados, não fiquem sujeitos a correntes de ar e sejam alimentados corretamente durante os meses de inverno.

cavalos no frio

ESTÁBULOS

 Ao preparar o estábulo no inverno, certifique-se de que as baias estão limpas, quentes e bem ventilados para evitar umidade nos cascos. Camas limpas são prioridade. Verifique se não há objetos que possam feri-lo ou produtos que possam ser prejudiciais

Se o cavalo passa o inverno ao ar livre, tenha cuidado com a chuva. O frio molhado é muito mais prejudicial que o seco e o ideal é cobri-lo ou ter um abrigo durante a chuva.

MONTAR NO INVERNO

Muito importante a preparação antes de montar, aquecendo-o para evitar distensões e esfriá-lo apropriadamente depois do treino.

É importante usar o bom senso para cavalgar em situações climáticas adversas, pois ventos muito frios e chuvas intensas podem ser extremamente prejudiciais, não só para o animal, mas para o cavaleiro também.

Pentear o cavalo antes de montar ajuda a aquecer os músculos e é um ótimo exercício e aquecimento para o cavaleiro.

Devem ser dedicadas várias horas por semana, especialmente no inverno, para que o cavalo, especialmente se for de competição, se adapte às exigências especiais durante o tempo mais frio.

PREPARANDO PARA MONTAR

Mesmo antes de aprontar o seu cavalo para o treino, verifique o terreno onde você pretende montar seu cavalo. Lama profunda e buracos camuflados são perigos que podem fazer o seu cavalo escorregar ou tropeçar, então procure evitar essas áreas. Coloque serragem nas zonas escorregadias em torno do estábulo, nas áreas de desvios, portões, portas etc. 

CUIDADOS NO PERCURSO

Fique atento a certas armadilhas durante a montagem no inverno:

  • Lama. Embora um pouco de lama seja bom, muita lama pode fazer o cavalo afundar ou tropeçar. A lama também pode esconder objetos que podem machucar o seu cavalo. Áreas extensas de lama devem ser evitadas.
  • Pistas molhadas. Tome cuidado ao montar um cavalo quando descer uma ladeira molhada, uma vez que é fácil perder a aderência, especialmente em alta velocidade e sobre pedras molhadas ou áreas rochosas.
  • Nunca ande a meio galope ou galopeie com seu cavalo em terreno enlameado ou escorregadio.

Cobertor para cavalos

APÓS O PASSEIO, ESFRIE SEU CAVALO CORRETAMENTE

Sair de um estado muito quente e suado, direto para o frio, pode causar um choque térmico. Então:

  • Se as orelhas do cavalo ainda estiverem quentes, caminhe com ele um pouco. Sinta suas orelhas novamente. Elas devem estar na temperatura natural; nem frio, nem quente. Orelhas frias significam que o cavalo está com frio.
  • Seque o cavalo. Um cavalo molhado deve ser seco depois de andar no inverno; não pode haver chuva e suor combinados para deixar o cavalo muito molhado. Pegue uma toalha em cada mão e esfregue as toalhas no pelo em movimentos circulares. Pentear o pelo para cima vai ajudar a secá-lo mais rápido. Se seu cavalo estiver acostumado a um secador de cabelo, você pode usá-lo também.
  • Limpe bem os cascos.
  • Escove ou desembarace o pelo do cavalo quando estiver seco. Isso vai abrir os pelos e ajudar a mantê-lo aquecido, enquanto o calor do corpo aquece o ar entre o pelo e a pele.
  • Se colocar a manta, certifique-se que seja uma manta transpirável que permita que o vapor de água saia.

DE VOLTA À BAIA

Certifique-se que há comida e água suficientes. Comer bastante vai aquecê-lo rapidamente, pois libera calor durante a digestão.

Cavalos mantidos confinados em baias devem ser deixados ao ar livre por um bom tempo, isso os mantém saudáveis, pois além de respirar ar mais fresco, eles se ajustam mais facilmente às mudanças de clima.

Incentive movimentos e exercícios para mantê-lo aquecido, é assim que os cavalos selvagens se aquecem.

CUIDADO COM O USO DE COBERTORES

Quando você toca com as mãos o cavalo, no inverno, ele vai parecer frio para você, mas o pelo e o calor do corpo estão mantendo todo o calor dentro do corpo do animal e isso você não pode sentir

Recomenda-se o uso de cobertores somente para animais com necessidades especiais, como cavalos machucados, velhos, doentes, ou em recuperação. Mas se seu cavalo já usa cobertor pode continuar usando, pois seu corpo está acostumado a essa medida e temperatura.

O frio molhado é muito prejudicial, portanto cobertores são importantes para evitar que a chuva o deixe passar muito frio.

Lembre-se que sua ideia de frio não é a mesma que do seu cavalo, portanto não exagere.

Categoria: Manejo e dia-a-dia
Comentários (0) e Compartilhar

left show fwR|left tsN fwR|left show fwR|bnull|||news login fwB tsN fwR tsY uppercase|fsN fwR uppercase|uppercase|news login fwR uppercase|tsN fwR uppercase|b01 uppercase bsd|content-inner||news fl