Arquitetura Equestre

Benefícios da hidroterapia em cavalos

Publicado por Diana Brooks em 14/03/2016 às 19h25

Pessoal, no último dia 09 nós participamos de uma publicação no blog Brasil Cowboy onde em conjunto com a fisioterapeuta de equinos Katia Ferraro, proprietária da Equinecare, pudemos falar um pouquinho sobre esta terapia que trás inúmeros benefícios aos animais. 

Piscina para cavalos

A natação para cavalos vem se apresentando como uma prática cada vez mais comum nos países da europa, não somente para animais em tratamento, mas também como uma ferramenta complementar de trabalho e condicionamento para otimizar o desempenho do equino atleta. Entre as vantagens desta terapia estão os benefícios psicológicos, especialmente quando levamos em conta que os animais passam o dia em confinados em baias, toda a energia reprimida pode ser extravasada em uma atividade de baixo impacto em um ambiente seguro e controlado.

hidroterapia para cavalos

Dor, inflamação e dependência de medicamentos para dores podem ser reduzidos, pois é uma forma não concussiva de terapia, especialmente indicada para cavalos com artrite, laminite aguda ou crônica e contusões. Também se mostra eficaz na reabilitação pós-operatória, visto que, com dias de imobilização pós-cirurgica os músculos dos cavalos podem sofrer graves lesões ou até mesmo atrofiar; a natação permite que o cavalo comece a usar seus músculos e sistema cardiopulmonar dentro de 7-14 dias após a cirurgia. A duração do tempo de exercício é gradualmente aumentada enquanto o cavalo recupera a sua capacidade para suportar a atividade mais intensa.

natação cavalos

natação tratamento cavalos

A piscina pode variar de acordo com as necessidades de cada local, no entanto recomenda-se que tenha uma rampa de acesso para uma descida gradual e piso anti-derrapante para maior segurança. Algumas instalações utilizam uma profundidade de 3- 4,50m e a temperatura da água deve girar em torno de 19°C, esta temperatura permite os músculos do cavalo permanecerem relaxados e também o seu corpo liberar o calor em excesso. A água da piscina deve ser completamente filtrada 3-6 vezes por dia e é recomendável que o animal seja lavado antes de depois da natação para eliminar sujeiras e produtos químicos.

como fazer piscina para cavalos

cavalo nadando piscina

Como todo exercício, deve ser feito com moderação pois o excesso pode prejudicar o animal devido a sua postura (pescoço alto) quando o cavalo está exausto de nadar posiciona-se assimetricamente o que resulta em uma tonificação desigual dos músculos envolvidos no movimento. E lembrem-se de que todo tratamento deve ser feito em conjunto com um profissional veterinário especializado na área.

Quer saber mais? Leia sobre as 3 razões para fazer hidroterapia em seu cavalo

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Como construir um haras funcional - Parte 1

Publicado em 09/03/2016 às 16h30

Pesquisando referências e inspirações, encontramos uma reportagem maravilhosa onde a revista Equestrian Quarterly, teve um bate-papo com os maiores experts da área equestre, entre construtores e arquitetos, para entender o que diferencia uma instalação/ empreendimento equestre bem concebido de uma simplesmente uma estrutura bonita. O resultado foi uma reportagem extraordinária, resumindo os conceitos primordiais desse tipo de instalação.

ARQUITETO DE HARAS ARQUITETO DE FAZENDAS ARQUITETO DE HIPICA

O foco inicial eram os projeto sustentáveis equestres, ou no caso, “green barns”, pesquisando recursos neste sentido logo perceberam que o conceito ecológico era muito maior do que painéis solares e sistema de reutilização de água, um estábulo bem projetado é sustentável porque economiza energia elétrica, estimula a iluminação e ventilação natural evitando o uso de energia elétrica.

COCHEIRAS BONITAS MADEIRA

Um Plano Diretor é fundamental

Como os especialistas explicaram, um bom design começa bem antes de os edifícios serem até mesmo “croqui de guardanapo.” O primeiro passo importante é visualizar a instalação como um todo. Segundo o arquiteto John Blackburn, “O planejamento adequado pode reduzir significativamente os custos da obra: Menos estradas/ ruas/ acessos, menos cercas, um sistema de drenagem otimizado e a garantia de que toda a implantação, não apenas as cocheiras de cavalo mas toda a coleção de estruturas no local, operem com eficiência e segurança.”

VISTA AREA FAZENDA HARAS

Joe Martinolich, arquiteto principal e diretor na CMW, diz: “As pessoas me dizem, ‘Eu preciso de uma cocheira com seis baias’ Eu pergunto, o que acontece com seus tratores, adubos, ferramentas, ração e feno? “Ele diz:” Primeiro você localiza feno, equipamentos e armazenamento de veículos, acesso para retirada de estrume, as entregas de caminhão e talvez os hóspedes e visitantes. Todos estes equipamentos têm inter-relações, e eles precisam ser planejadas para o início. Só então você pode se concentrar em edifícios de fato. ” Na maioria dos imóveis agrícolas, a maior despesa é o trabalho “, acrescenta Lachlan Oldaker de GH2 Gralla em Oklahoma. “Então, o planejamento eficiente economiza tempo e portanto, dinheiro. Um bom design significa que ele requer menos passos para fazer a rotina diária, afluência, limpeza e portanto, economiza os custos do trabalho.

IMPLANTAÇÃO - HARAS HIPICAS E FAZENDASARQUITURA EQUESTRE

Blackburn explica a importância da orientação dos edifícios na paisagem. “Um bom celeiro não é apenas um edifício, é um motor. Nós projetamos o edifício para criar a sua própria ventilação. Na parte traseira do teto, deve-se crias uma área de baixa pressão que, quando devidamente projetado, puxa o ar para cima e através das cocheiras. Traga o ar que está perto do chão para a parte superior e permita a saída do ar, assim ele irá se mover verticalmente. Quando o ar se move horizontalmente ele transfere bactérias e patógenos de um cavalo para outro.

ARQUITETURA EQUESTRE - HARAS FAZENDAS HIPICAS 5

“Criar um plano diretor de implantação não significa que tudo precisa ser construído de uma só vez. A implantação pode acabar levando anos para implementar, mas à medida que cada nova estrutura ou pasto é adicionado, não é feito de forma aleatória habitual.

ARQUITETURA EQUESTRE - HARAS FAZENDAS HIPICAS 4

Mesmo aqueles com orçamentos muito limitado deve considerar começar a implantação com o conselho de um especialista na fase de planejamento, dada a importância do layout ideal de um haras/ hípica ou fazenda.

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Arquitetura modernista - Cocheiras cor de rosa

Publicado em 08/03/2016 às 15h22

Em homenagem ao dia das mulheres, o post de hoje é sobre um projeto de estábulos que tem como uma de suas cores predominantes o rosa! Trata-se da Cuadra San Cristóbal, uma propriedade equestre triunfante mundialmente aclamado localizada na Cidade do México e executada pelo arquiteto ganhador do Pritzker Prize (considerado o Oscar da arquitetura)- Luis Barragán, em 1968.

estabulos para cavalos arquiteto

estabulos cor de rosa

O jogo de tons rosados, paradoxalmente, ressalta a geometria abstrata dos muro e aparência da água. Apesar dos quase 50 anos de construção, o projeto dos estábulos ainda parece atual. 

cocheiras modernas

instalações equestres

O conjunto de mais de sete acres possuí uma casa principal, estábulos, casa de hóspedes com dois quartos e duas piscinas em forma de "L", uma para as pessoas e uma maior para os cavalos. A fonte de água, uma marca registrada de Barragán, ao cair na piscina reproduz um som que, como o próprio arquiteto descreve, remete a "paz, alegria, e repousante sensualidade." Do outro lado do muro cor de rosa, estão a pista e estábulos.

cocheiras para cavalo arquiteto

espelho d agua para cavalos

A fonte, denominada fonte dos amantes, é um espaço comum de uso publico do espaço. Foi construída para que os animais pudessem tomar água "a profundidade do reservatório foi calculada para que quando o cavalo entre, a água chega a sua barriga" explica Barragán.

piscina para cavalos

Atualmente a propriedade está a venda, o valor estimado é €10.000.000.

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Cocheiras de concreto, madeira ou alvenaria? Qual o melhor?

Publicado em 03/03/2016 às 17h54

Os materiais para fazer o fechamento das baias e cocheiras devem ser práticos, duráveis, de fácil manutenção e esteticamente agradável. Materiais de boa qualidade normalmente são normalmente uma melhor solução econômica e durável a longo prazo do que materiais mais baratos a primeira vista que podem desembolsar grandes quantias ou até a necessidade de renovação total em um curto período de tempo.

Existem 3 materiais básicos que são amplamente aplicados nas cocheiras, são eles a madeira, o concreto e a alvenaria (tijolos). Vamos falar um pouquinho aqui das propriedades de cada um, suas vantagens e desvantagens, porém, o que pode ser a melhor solução para um pode não ser o mais adequado para outros. O tipo de material perfeito vai depender das características naturais da sua região, qual a maior abundância, qual o clima, entre outros fatores.

Madeira - Por ser um material natural, tem uma aparência mais atrativa para animais e humanos. Se devidamente tratada e cuidada, é maleável aos impactos de cavalos que dão coices na baia o que pode evitar lesões no animal (se secas, mal cuidadas, "podres" ou porosas por dentro, com fungos, naturalmente elas irão quebrar). Por ser leve, sua instalação é simples, prática e ainda é possível aumentar ou diminuir uma baia com facilidade se as divisões foram pré-fabricada (por exemplo, se tiver uma egua com potro ao pé que precisa de mais espaço que o normal). É um material inflamável, que demanda manutenção constante pois absorve água e microorganismos.

Concreto - São duráveis, a prova de fogo, pragas e requer pouca manutenção. Funciona bem em áreas que requerem durabilidade. É um material que acompanha as diferenças de temperatura (frio no inverno e quente no verão). Pode machucar cavalos que dão coices com frequencia nas baias, por isso recomenda-se meia parede revestida de borracha para amenizar o impacto nas pernas. Também tem alto custo, pois uma parede maciça de concreto requer uma boa fundação e ferragens, além de demorar mais em seu tempo de construção.

Alnevaria - É durável e tem baixos custos de manutenção. É bem similar ao concreto, tem uma certa resistência ao fogo, é anti-fungos e acompanha as diferenças de temperatura. Se não for uma alvenaria maciça, é necessário que tenha uma espessa camada de reboco (acima de 2cm) pois os chutes e pancadas dos cavalos podem danificar a "casca" do bloco deixando buracos com superfícies pontiagudas e perigosas (animais podem tentar se coçar e se machucar seriamente, ou por exemplo esbarrar o olho no buraco de um bloco cerâmico). Também é recomendável o uso da borracha em meia parede para absorver o impacto dos coices nas pernas e joelhos do animal.

cocheiras bonitas de alvenaria

baias

Referências: Lucas Equine; Horse Stable and Riding Arena - Eileen F. Wheeler

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Pista de areia para cavalos - Os erros mais comuns

Publicado em 29/02/2016 às 19h58

Existem vários erros comuns que você pode evitar ao fazer uma pista para cavalos, construir uma pista é um grande investimento e para faze-lo de maneira correta você deve ter o máximo de informações em seu planejamento.

1- Localização

O primeiro passo para o planejamento ideal de uma pista é escolher o local mais adequado. Ninguém ficará surpreso ao saber que drenagem é um dos maiores problemas na construção de uma pista. O quanto você irá gastar de energia vai depender das propriedades naturais do solo, se é pedregoso, arenoso, se existe uma espessa camada de argila..A natureza do terreno irá determinar o quanto de esforço será necessário para levar a água fora e longe de sua arena.

Ao localizar a pista em um ponto alto do terreno, você já tem meio caminho andado para um bom escoamento das águas. Parece uma coisa obvia, mas é surpreendente quantos proprietários deixam de economizar muito dinheiro ao construir as pistas onde preferem que seja, ao invés de deixar a topografia escolher o local ideal. É sempre melhor trabalhar com a natureza e não contra ela. É possível construir um pista em cotas mais baixas do terreno, você só terá que desembolsar maior quantidade de dinheiro para isso.

2- Sistema de drenagem inadequado

O próximo passo é garantir que seu sistema de escoamento de águas pluviais irá aguentar as demandas do perímetro. Você deve ter pelo menos um dreno funcionando em toda a arena e um em torno de seu perímetro. Estes drenos perimetrais são importantes porque a pista fora normalmente acomoda a maior quantidade de tráfego. Se o solo é argiloso, é provável que você precise instalar drenos transversais adicionais e aumentar o diâmetro dos drenos externos para garantir um sistema adequado.

3- Materiais de má qualidade

Construir uma pista não é como uma receita de bolo que você pode buscar na internet e copia-la. Você deve estar sempre ciente da qualidade dos materiais que está comprando. Alguns lugares são abençoados com abundância de boas pedras naturais, outros nem tanto. O ideal é procurar um fornecedor confiável que te ofereça uma garantia.

4- Tamanho é importante

Ao escolher as dimençoes sua arena, lembre-se que o tamanho importa, especialmente quando se trata de valor de revenda. Você pode não pretender vender a sua propriedade num futuro próximo, mas todo imóvel vai para o mercado eventualmente.

O tamanho adequado da pista irá depender das modalidades praticadas, salto, adestramento, três tambores, laço, team roping, entre outros.. Mas deve-se sempre levar em conta a versatilidade da pista para mais de uma função.

5- Construir no período errado

Deve-se executar a pista de areia durante o periodo de maior seca do ano. A argila precisa ser cuidadosamente gerenciada, especialmente durante trabalhos de terraplenagem, tais como "corte e aterro", por isso não pode haver barro. (O que ocorre em períodos de chuva como janeiro a março, fazendo com que ele suba e mova a camada de brita e bidim, levando à contaminação da superfície e uma drenagem fraca. Se isso ocorrer, serão necessário trabalhos de reparação).

 

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10 Dicas para prevenção de incêndios em cocheiras

Publicado em 24/02/2016 às 15h13

Cocheiras devem ser seguras. Cheias de feno, serragem, borracha e madeira que são materiais altamente inflamáveis ao menor sinal de faísca. Por causa do alto risco é importante ser proativo quando se fala em prevenção contra o fogo.

1- Mantenha fios e lâmpadas longe dos cavalos

Nossos equinos são animais curiosos. Não podemos nos dar ao luxo de deixar luminárias acessíveis para que eles possam "examinar", ou até fios que eles possam morder. 

2- Certifique-se de que seu corredor tenha dimensões adequadas

O corredor central do pavilhão de cocheiras deve ser amplo o suficiente para que um cavalo possa dar meia volta sem esbarrar na laterais, ou para que dois animais possam se cruzar confortavelmente. 

3- Instale sinalizações de emergência e não-fume

É importante ter uma baia bem sinalizada em caso de incêndio, pode evitar um desastre ainda maior. Além disso, seja firme e intolerante com cigarro nas cocheiras.

4- Mantenha seu espaço sempre limpo

Uma vassoura e um ancinho são as melhores e mais simples ferramentas que você pode ter para te ajudar a prevenir um incêndio. Mantenha as saídas e corredores sempre livres de empecilhos, carrinhos e outros objetos.

5- Tratores, equipamentos e veículos a gasolina fora das cocheiras

O ideal é que eles fiquem guardados em um depósito a pelo menos 20 metros de qualquer celeiro com cavalos porque os sistemas elétricos, de combustível e de escape podem causar incêndios. Além disso, qualquer que seja seu tipo de abastecimento (alcool, gasolina..) deve ser armazenado junto com os mesmos.

6- Mantenha feno e serragem separados das cocheiras

Nem sempre é possível ter uma edificação separada, os depósitos de estocagem podem ser apenas isolados por alvenaria, pois feno não é apenas inflamável, também pode sofrer uma combustão espontânea se não estiver bem seco antes de sua armazenagem.

7- Inspecione suas instalações elétricas

Com frequencia. Fios desencapados ou gastos podem ser perigosos, eles devem estar sempre envoltos de metal ou PVC para evitar bichos e roedores de mascar sobre ele. Todas as instalações elétricas devem ser embutidas e tomadas e interruptores sempre limpos e longe do alcance dos cavalos.

8- Instale um para-raios

Ao contrário do que alguns pensam, instalar um para-raios é barato e pode te poupar muita dor de cabeça. Para garantir que o seu sistema de proteção contra descargas atmosféricas está devidamente fundamentado, deve ser instalado por um profissional certificado.

9- Tenha extintores de incêndio e inspecione-os mensalmente

Todo celeiro deve ter extintores de incêndio. Um extintor de multiuso (classificado ABC) é o tipo recomendado para estábulos, devem ser instalados em cada entrada e no pavilhão a cada 10 metros.

10- Entrada bem sinalizada e de fácil acesso

Certifique-se de que ao chamar a emergência a entrada do seu haras, hípica ou fazenda será facilmente localizada. A passagem deve ser dimensionada de forma que um caminhão de bombeiros possa acessar o local sem dificuldades.

 

Como agir com segurança em caso de incêndio

Chame os bombeiros imediatamente no 193

Diga "Tenho um incêndio em meu estábulo com cavalos" e diga corretamente seu endereço. Desta forma, os bombeiros saberão que se trata de um estabelecimento com animais vivos e não somente instalações.

Não entre nas cocheiras se já estiver envolvida em chamas

Se for seguro retire os cavalos um a um de suas baias, começando pelas mais acessíveis

Esteja ciente de que os cavalos tendem a voltar para a cocheira com medo e confusão

Após retirados, mantenha os animais longe das cocheiras de forma que eles não possam voltar

Certifique-se de ter todos os seus cavalos examinados por um veterinário após o incêndio. a inalação de fumaça pode causar danos graves nos pulmões e complicações respiratórias.

Os cavalos são propensos ao estresse e podem ter cólicas depois de um incêndio.

 

Cocheiras devem ser seguras. Não podemos nos permitir qualquer tipo de negligencia quando se trata de precauções para segurança. Se possível, convide o corpo de bombeiros da sua cidade para fazer uma visita a sua instalação, verificar pontos fracos e melhores rotas de fuga, ninguém melhor do que eles para te aconselhar.

 

Referências: Fire Safety in Barns, HumaneSociety

 

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Qual o piso ideal para baia de cavalos?

Publicado em 23/02/2016 às 11h08

Todos os criadores/ proprietários de animais se preocupam com seu bem-estar. Sua dieta cautelosa, seus exercícios regulares, gastando valores consideráveis para que suas estruturas atendam os padrões ideais de saúde e conforto.Baia para cavalo pisos

Para que seu corpo e mente possam funcionar bem durante o dia, uma das necessidades vitais é o sono. Abreviando nossa conversa, ter uma boa noite de sono é essencial os equinos tanto quanto para nós, homens. Já pensou dormir naquele colchão que te faz acordar com dores terríveis na coluna? Não importa o quão boa seja a roupa de cama, o que faz a diferença é o que está abaixo dela.

tipos de piso para baia de cavalos

Além da importância de uma boa noite de sono, muitos animais passam a maior parte do seu dia dentro das baias, seus pés e pernas podem ser prejudicados ou beneficiados dependendo do tempo e dinheiro que você investir em seu piso. Nosso objetivo é fornecer informações sobre os tipos de piso para baias, mas nenhuma dessas informações dispensa a ajuda de um profissional especializado que irá levar em conta características particulares da sua cocheira/ trato/ terreno e drenagem.

Baia de cavalo

Duas categorias principais definem os tipos de piso: Permeáveis e Impermeáveis. Ao optar pela primeira categoria deve-se levar em conta uma fundação com areia/ carvão/ cascalho entre outros materiais para ajudar no movimento da água para baixo. Na segunda opção, deve-se ter um sistema de drenagem auxiliar com inclinações e drenos para que a urina/água possam correr para fora da baia.

Medida para baia de cavalo

Características do piso ideal:

  • Deve ser confortável para as pernas do animal, ajudar a diminuir a tensão nos pés e tendões.
  • Seco, enxuto, sem segurar a umidade
  • Não deve reter odor
  • Anti-derrapante, para incentivar o cavalo a se deitar sem medo de escorregar
  • Durável, resistente aos impactos do casco do animal
  • Baixa manutenção
  • Fácil de limpar

cocheiras para cavalos

Piso natural– A princípio esta parece ser a solução mais prática e econômica. Porém, é preciso ser cauteloso,pois drenagem e durabilidade dependem das propriedades do terreno. Alguns tipos de solo podem resistir drenagem e resultar na lama ou poças enquanto outros podem tornar-se secos e poeirentos.  Um betão pode ser usado na porta da baia para “desencorajar” buracos.

Piso com brita e bidim – São colocadas duas camadas de brita, a primeira a 90cm abaixo do nível do piso com 30cm de brita n°03, a segunda camada  logo acima com 30cm de brita n°02, após a segunda cama segue uma manta de bidim e para finalizar 30cm de areia e terra na proporção 1:2. Certifique-se de que todas as camadas estão bem compactadas. Há que se ter cuidado ao fazer este piso, se não compactado corretamento podem desenvolver desníveis (buracos) e misturar pequenas pedras com a cama.

Piso com carvão vegetal – Semelhante ao piso com a brita, também deve ser escavado em 90cm, seguindo a ordem de 30cm de brita n° 03 (para drenar), 20cm de carvão vegetal (que ajuda a evitar o mal cheiro), e 40cm de areia lavada bem campactada. Após a execução é recomendável molhar completamente o chão compactando-o novamente e deixar secar por 24 horas, após este tempo verificar se ainda existem quaisquer buracos ou depressões e preenche-los.

Piso de concreto- Este tipo de piso é um dos mais comuns, devido a sua durabilidade e fácil manutenção. Ao optar pelo concreto é necessário se atentar para que não seja muito liso a ponto do animal escorregar e nem tão rugoso a ponto de se tornar abrasivo. Deve ser acompanhado de uma inclinação para sistema de drenagem. Entre suas desvantagens estão a retenção de urina (não absorve) na cama, forte impacto nos tendões dos cavalos, precisa de mais quantidade de cama para se tornar confortável.

Piso de borracha- Variam de acordo com o fabricante em espessura, durabilidade, textura, etc. É um material nobre que não tem produz poeira, trás um conforto maior para as pernas dos animais e tem as propriedades antiderrapantes que deixam a baia mais segura. Porém, os animais tendem a se sentir mais ambientados com produtos naturais, encontrados nos campos e pastos.

piso de borracha baia cavalos

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Cerca para piquetes - Qual tipo ideal?

Publicado em 18/02/2016 às 11h58

A pergunta pode parecer simples, “Qual tipo de cerca ideal para cavalos?” – “Aquela que vai deixar eles dentro do pasto”. Bom, a resposta é um pouco mais complexa do que simplesmente contenção e aqui vamos falar do tipos de cerca para ajuda-los a decidir qual a melhor opção!

cerca para pasto

Cerca de madeira pintada

Além de ser uma das mais comuns, muitas pessoas podem achar este tipo de cerca ideal. Só de pensar naquela cerca linda, branquinha, em meio as árvores e a grama verde já te vem a mente o jargão “lar doce lar”. Mas ao acrescentar os cavalos e a manutenção, a figura pode mudar. Os custos de reparo e pintura são permanentes. Esta solução pode parecer atrativa por seu custo (e visual) inicial, porém, há que se levar em conta que um cavalo assustado pode quebra-la facilmente, se machucar (eu mesma já tive uma egua que se machucou em um parafuso da cerca e ficou meses em tratamento com medicamentos e sem poder treinar) e as pragas que este material está sujeito.

cerca de madeira para pasto

Cerca com eletricidade

Normalmente utilizada para cercas temporárias, é rápido, fácil e pouco custoso de se instalar. É recomendável o uso de mais de uma fita (ou fio) para aumentar a visibilidade do animal. Porém, uma das desvantagens deste tipo de cerca é justamente o que mantem os animais na contenção: o choque. Se você tem crianças, ou o pasto se encontra em uma área relativamente movimentada, você pode machucar alguém. Também não podemos deixar de lembrar que o uso da eletricidade na cerca acarreta aumento no custo da energia. Este tipo de cerca não pode ser usada em divisas de propriedade (a não ser que haja um acordo comprovado), seu uso é totalmente dependente do aparelho eletricificador e energia (ou seja, se acaba ou o aparelho quebra a cerca não funciona). É recomendável colocar avisos e verificar semanalmente a tensão elétrica

cerca para piquete de cavalo

Tubos de aço

Resistente aos impactos dos animais, necessita de pouca manutenção e alta durabilidade. Seu custo inicial é alto, mas uma vez que instalada você pode deixa-la lá sem se preocupar. Também, devido a sua alta visibilidade, alguns proprietários dizem que não é comum os cavalos correrem para perto dela.

cerca de aço para cavalos

Cercas de PVC

Se você está buscando beleza e praticidade o PVC é um material mais recente no mercado e atrativo por não oferecer nenhuma ou pouquissima manutenção. Por ser leve, é necessário que os apoios sejam concretados no chão, porém ele é bastante visível e os cavalos não tem tendência a ficar “mordiscando” como acontece com a madeira. Entre suas desvantagens está, é claro, o custo elevado de instalação; além disso com o impacto de um cavalo os apoios podem se romper. Não há maneira de medir sua força de ruptura, mas sabemos que em baixas temperaturas o PVC se torna mais rígido, sendo recomendável para locais mais frios.

cerca de pvc para pasto

Então, como fazer para decidir qual o melhor tipo de cerca para o meu pasto? Bom, cada projeto, cada hipica, haras ou fazenda tem suas particularidades porém existem algumas questões que você deve levar em conta ao procurar a cerca ideal:

  • Quanto tempo a cerca que eu estou buscando deve durar?
  • Qual o valor que estou disposto a desembolsar para ter uma cerca de qualidade para os meus animais?
  • A instalação será feita por mim ou por profissionais especializados?
  • As tábuas irão ficar na parte de dentro ou de fora dos postes?
  • Haverão cavalos o dia todo no pasto ou somente por um período do dia?

cerca para cavalo

Respondidas essa perguntas, estão prontos para saber – Qual o tipo de cerca ideal para suas pastagens?

 

 

 

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Arquitetura Equestre – Haras, hípicas e fazendas (parte 2)

Publicado em 18/02/2016 às 09h57

Na hora de fazer as instalações, estábulos, baias e cocheiras, dois conceitos básicos devem ser levados em conta:

Cavalos em liberdade natureza

NATUREZA DO CAVALOS

Para respeitar a natureza do cavalo, buscando sempre o equilíbrio físico e mental, e para obtermos um resultado positivo, seja na criação, no esporte ou no lazer, devemos oferecer condições de vida, abrigo, alimentação e manejo adequados.

Por sua natureza, o cavalo gosta de liberdade e a melhor forma de criá-lo, é em piquetes ou pastagens; como isso nem sempre é possível, principalmente nos grandes centros, onde o mantemos em baias, que devem ser adequadas e, infelizmente, nem sempre o são, por falta de conhecimento ou ‘economia’.

cavalos instalações

SOBRE AS BAIAS

Como queremos ter o cavalo sempre próximo de nós, muitas vezes se torna impossível mantê-lo em piquetes e pastagens, então utilizamo-nos de baias para abrigar o animal.

piquetes para cavalos

Aqui, mais ainda, alguns cuidados são importantes de se tomar para tornar a vida do cavalo o mais confortável possível.

Deve-se ter cuidados com o tamanho da baia, que se não tiverem um tamanho mínimo ideal, trarão um desconforto muito grande para o animal, o que pode levá-lo a um stress, comprometendo a qualidade de vida e sua performance esportiva.

As baias devem ser bem ventiladas, não exposta a calores excessivos nem a frios intensos ou correntes de ar desagradáveis. O cavalo é mais sensível ao calor que ao frio, por isso temos que redobrar esses cuidados, especialmente no Brasil. Para tal, devem ser levados em conta conceitos como ventos predominantes, clima e microclima local, posição das aberturas, entre outros..

cocheiras para cavalos

Devemos evitar utilizar telhas de fibro-amianto, exceto se a ventilação for excepcional e o calor não for problema.

O cavalo é um animal muito sociável e não gosta de ficar isolado. Para amenizar esse problema quando o confinamos a uma baia, devemos fazer com que tenha contato visual com outros cavalos, através de janelas com grades entre as baias e deixando a parte superior das portas das baias sempre abertas (ao menos durante o dia).

baias bonitas para cavalos

Uma boa opção são as baias com meias paredes, nas quais eles se veem, se tocam, se cheiram, veem a paisagem e sentem o ar externo, porque considero uma violência contra o cavalo as baias fechadas até o teto, ferindo a natureza social do cavalo que, mantido isolado, no escuro, na umidade, sente desconforto, medo e a partir daí passa a ter comportamentos indesejáveis, fruto do estresse do confinamento. Baias com aberturas para o exterior são ótimas, pois eles se sentem seguros tendo uma visão do mundo exterior.

portas de baia para cavalos

Mas mesmo esse regime de baia semiaberta deve ser acompanhado de um manejo correto com períodos regulares de trabalho externo e a liberdade em piquetes parte do tempo.

Então, se está pensando em construir baias ou instalações para seus cavalos, lembre-se que um profissional de arquitetura deve que ser consultado, mas também é necessário conhecimento mais profundo sobre equinos; detalhes que parecem insignificantes podem ser prioridade para o conforto dos animais.

arquiteto de haras

Se você tem instalações equestres, um haras ou uma hípica que gostaria de construir/ reformar, entre em contato conosco e podemos ajudar com seu projeto!

Imagem 04: Equine Systems

 

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Arquitetura Equestre - Pista e cocheiras encantadoras no Centro hípico Del Bosque

Publicado em 18/02/2016 às 09h20

Centro Hípico Del Bosque

Localizado na parte mais alta da capital do estado de Morelos, 85km a sul da Cidade do Mexico, o centro equestre Del Bosque abrange uma área de cerca de 17.000m² e  encontra-se em meio a uma floresta de pinheiros locais com arquitetura que reflete a memória do local. Organizado em três níveis aninhados em um terreno inclinado com paredes de retenção, rampas e escadas fazem a conexão de cada plano.

Arquiteto Haras Arquiteto hípicas Fazenda

Hipica bonita

arquitetura fazendas bonita

 

O nível intermediário contém os espaços sociais utilizados principalmente pelos espectadores, que incluem café, terraços ao ar livre, banheiros e vestiários. Abaixo, a menor área, abriga a pista de areia e paddock.

estrutura de madeira rural

arquitetura bonita fazenda

hipica bonita pista hipismo

haras bonito cavalos cocheiras

De geometria simples mas expressiva, o projeto também leva em conta a sustentabilidade através de uma combinação de materiais de origem local, aproveitamento de águas pluviais, filtragem biológica da água para irrigação, iluminação de LED, entre outros.

arquiteto hipicas

arquiteto de haras

cocheiras bonitas

Gostei muito do projeto, da forma sabia como foram utilizados os materiais (blocos de concreto/ painéis de madeira para conforto térmico) e adorei a ideia do “espelho d’água” no pátio central, os seixos deram um toque charmoso e além de bonito os cavalos podem tomar água logo que saem da pista!

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