Arquitetura Equestre

Três tipos de piso para o corredor das cocheiras

Publicado em 19/09/2016 às 12h24

Ele é quem vai nos levar de um lugar para outro dentro do pavilhão, sobre ele que nossos clientes e funcionários irão caminhar. O corredor de um estábulo é onde passamos boa parte do dia, indo de um lugar a outro, escovando cavalos ou simplesmente ficar por ali, esperando para montar o próximo animal, conversando; é ao mesmo tempo uma área de circulação, um foyer e até uma sala de estar. Também é um lugar de primeiras impressões: é lá que os visitantes irão conhecer seu espaço, o primeiro lugar do interior do pavilhão que irão ver.

Por causa de todo movimento e múltiplo uso que o corredor das cocheiras tem, existe uma linha tênue entre um material incomodo a um perigoso. 

Concreto - É uma solução relativamente comum, por sua durabilidade e fácil manutenção. Um dos maiores inconvenientes deste material é que pode se tornar muito escorregadio, especialmente se o cavalo estiver molhado, uma solução alternativa é texturizar deixando sua superfície rugosa, mas há que ter cautela para não torna-lo abrasivo. E como o seu próprio nome sugere, ele é rígido, pouco maleável, tem forte impacto nos tendões.

Tapetes/ esteiras de borracha - De fácil adaptabilidade, podem ser instalados sobre qualquer superfície, seja ela um piso de terra compactada ou de concreto. Enquanto a texturização do concreto pode reduzir o risco de escorregamento, tapetes de borracha podem mitigar ambos os perigos de escorregamento e a questão conforto. Tapetes de corte personalizado de borracha, que se interligam, podem criar uma aparência uniforme que não comprometa a estética, no entanto, um dos inconvenientes está na junção do piso com o tapete, que pode ser desgastar mais nas extremidades e "dobrar" com o tempo, para evitar acidentes é necessário fazer a troca do piso sempre que isso aconteça. Também, as esteiras podem ser mais difíceis de levantar para lavar e depois coloca-las no lugar.

PISO PARA CORREDOR DE COCHEIRAS

Piso intertravado de borracha-  Continuam a crescer em popularidade pois oferecem a estabilidade e durabilidade do concreto, mas oferecem segurança por serem antiderrapantes e macios para os tendões. É um material nobre que não tem produz poeira, mas assim como os pisos de concreto, devem ser trabalhados com sistema auxiliar de drenagem. Possuí uma variedade de formas, tamanho e cores para atenderem a estética e deixarem o corredor mais atrativo. 

PISO PARA CORREDOR DE COCHEIRAS

 

Comentários (0) e Compartilhar

Plantas venenosas para cavalos - Veja quais são

Publicado em 12/09/2016 às 08h58

Dê um passeio através de qualquer piquete e  entre as gramas que você vai encontrar um grande número de plantas diferentes. Videiras pequenas, ervas daninhas, algumas flores silvestres- as chances de que pelo menos algumas delas são tóxicas para os cavalos são grandes. Centenas de plantas venenosas crescem diariamente nas pastagens  "Eu desafio qualquer um a me dizer que eles têm um pasto com zero plantas venenosas", diz Jeffery Hall, DVM, PhD, um toxicologista da Universidade Estadual de Utah.

A boa notícia, é claro, é que a grande maioria dessas plantas representam pouca ameaça aos cavalos. Por um lado, a maioria delas são intragáveis, uma vez que os cavalos que estão enchendo-se de forragem de qualidade dificilmente irão se atrair pelas folhas amargas que povoam seu pasto. Outro fator que protege cavalos é seu tamanho - um animal de 450kg deve consumir quantidades significativamente elevadas de toxinas para sentir quaisquer efeitos.

No entanto, algumas plantas são motivo de preocupação tanto porque mesmo uma mordiscada curiosa pode significar muito. Então vale a pena conhecer pelo menos algumas delas para que você possa elimina-las de suas pastagens ou evita-las em um passeio na estrada, ao longo de cursos d'água.

O cogumelo Ramaria flavobrunnescens causa intoxicação expontânea, a presença é mais frequente em animais que têm acesso a bosques de eucalipto e já é conhecida como "mal do eucalipto". Presente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

A Conium maculatum conhecida pelo nome comum de cicuta  é uma espécie herbácea pertencente ao género Conium da família Apiaceae. A planta é conhecida por dela se extrair a cicuta, uma potente mistura utilizada na Europa desde a antiguidade clássica como veneno.

Plantas venenosas para cavalos - cicuta

Tetrapterys Multiglandulosa popularmente conhecida como Cipó-preto, Cipó-ruão, Cipó-vermelho, é uma planta perene, presente em todos os estados da região Sudeste. A intoxicação ocorre mais no período da seca, quando os animais passam por restrição alimentar, pois a planta tem baixa palatabilidade, exceto os brotos jovens, que apresentam boa palatabilidade. Mesmo na seca a planta se mantém verde nos pastos, atraindo os animais.

plantas toxicas para cavalos

Lantana spp, a chumbinho, camará, cambará, margaridinha possuí ampla distribuição pelo Brasil sendo descrita nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. As intoxicações ocorrem mais situações de escassez de alimento e superlotação de pastagens, após as primeiras chuvas, pois a planta brota mais rapidamente. Os princípios tóxicos são o Lantadene B e Lantadene A. 

planta venenosa cavalo

A Pteridium aquilinum, popularmente chamada de samambaia do campo ou simplesmente samambaia, é uma planta perene, rizomatosa, herbácea, ereta e ramificada, medindo entre 50 a 180 cm de altura.Os cavalos não costumam recorrer naturalmente a esta planta, excepto há quando escassez de erva ou feno. Muitas vezes, esta planta vem misturada no feno, por isso é preciso atenção redobrada.

samambaia venenosa para cavalos

A Palicourea marcgravii, conhecida como cafezinho, erva de rato ou café bravo. É considerada a principal planta tóxica do Brasil – ampla distribuição geográfica, bem aceita pelos cavalos pela pequena quantidade para toxidez, seu consumo excessivo é que preocupa.

plantas toxicas para cavalos

Enterolobium maximum , ou timbauba. É uma árvore frondosa, sem cheiro, de cerne marrom-claro a cinza-rosado. Uma das principais plantas venenosas no norte do país.

A Baccharis cordifolia conhecida por mio-mio também causa problemas, especialmente no sul do país onde já tivemos um surto de intoxicação nas regiões de divisa com Argentina e Uruguai, levando a quadros agudos e fatais em um grande número de bovinos.

mio mio planta toxica para equinos e bovinos

A Senecio spp também conhecida como Tasneirinha, flor-das-almas e maria-mole é uma planta anual, que floresce a partir do mês de outubro e apresenta inflorescências amarelas, comportando-se como invasora de culturas e pastagens nativas. É encontrada na região Centro-Sul do Brasil. Os animais se intoxicam pela ingestão acidental da planta com feno e silagem, pois, a mesma é pouco palatável. Seu principio ativo são os alcalóides pirrolizidínicos hepatotóxicos e causadores de lesão crônica irreversível.

Plantas venenosas para cavalos

Fontes de pesquisa e imagens: http://www.gege.agrarias.ufpr.br/Portugues/Arquivos/Plantas%20toxicas%20de%20pastagens.pdf

http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=694

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-736X2006000200005

http://rehagro.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=1829

Comentários (0) e Compartilhar

Trailers para cavalos e proprietários

Publicado em 18/08/2016 às 10h49

Na hora de viajar, todos tem que estar muito bem acomodados. Temos alguns exemplos para que vejam que isso não é impossível e podemos unir o conforto do animal com o dos cavaleiros e ainda caprichar no visual.

Trailer completo para cavalos e cavaleiros

Primeiro temos que ter um projeto para estudarmos as dimensões necessárias para os cavalos, quantidade de baias e depósito de material. Claro que esse projeto vai depender das necessidades de cada um.

Projeto do interior do trailer

Interior do trailer

O conforto do animal é o mais importante nesse caso, já que seu stress pode ser muito prejudicial.

Baias do trailer

Mas isso não impede que caprichemos nas comodidades dos cavaleiros.

Luxo e comodidade no trailer

Trailer com comodidade e aconhchego

A viagem não precisa ser um sacrifício para ninguém, concordam?

 

Comentários (0) e Compartilhar

Bebedouros automáticos são uma boa opção para os seus cavalos?

Publicado em 05/08/2016 às 15h30

Carregar baldes de água pesada é provavelmente um dos aspectos menos agradáveis ​​da vida de um funcionário que trata os cavalos. A limpeza da baia pode ser uma tarefa meditativa, varrer o corredor pode até ser relaxante, mas ficar levantando baldes, despejá-los, esfrega-los e carrego-los, cheio de água e espirrando em suas pernas, nunca é divertido.

Você está pensando em joga fora todos esses baldes e implantar um sistema de bebedouro automático para os seus cavalos? Vejam os prós e contras de fazer esta substituição.

PRÓS

 

- No topo da lista está eliminar o transtorno que as pessoas que trabalham em uma cocheira tem para carregar os baldes, limpar e leva-los de volta, além da "molhadeira " que faz para lá e para cá.

- Menor desperdício de água:  ao arrastar os baldes, lidar com a mangueira, etc.

- Economia de tempo: Pense em quanto tempo você poderia aproveitar montando ou administrando outras tarefas ao invés de passar água e limpar o balde de todos os cavalos?

CONTRAS

- Seu cavalo pode ficar sem água: feno, restos de grãos, podem obstruir o encanamento e mesmo tendo um bebedouro automático é necessário uma observação rigorosa.

- Manutenção: Cavalos que não são muito limpos com baldes, também não serão com o bebedouro. Limpar um bebedouro pode ser mais difícil do que um balde.

- O sistema pode falhar e você só notar quando a baia do seu animal estiver inundada.

- O cavalo pode querer se coçar no bebedouro e quebrar o encanamento, resultando no vazamento de água como relatou o nosso amigo Fernando Rotger do Rancho JC e Fazenda Porto Seguro.

- Se o seu cavalo estiver doente, o bebedouro automático não permite monitorar os padrões de consumo.

Se você quiser optar por bebedouros automáticos para seus cavalos há vários modelos no mercado, eu costumo recomendar os de alumínio para nossos clientes, eles tem um alto índice de higiene e durabilidade. Tem no site Equinosecia por 259 a unidade. Depois de ter feito sua seleção, você deverá escolher os locais de instalação com cuidado: estas são partes permanentes do seu haras ou fazenda! bebedouros automáticos são destinadas a poupar tempo e dinheiro, para os anos vindouros. 

Comentários (0) e Compartilhar

Duchas para cavalos - Projetando de maneira eficiente

Publicado em 27/07/2016 às 19h15

Os cavalos são criaturas maravilhosas em muitas coisas, mas limpeza não é uma delas. Quer sua área de ducha seja simples como uma caixa ou tão elaborada quanto um spa para cavalos, ela terá muito uso durante o ano todo, deverá ser tão eficiente quanto possível.

Uma ducha bem projetada sem dúvidas será apreciada pelos funcionários que trabalham diariamente em suas instalações. A principio pode pesar no bolso do proprietário, mas sem dúvidas trarão benefícios compensativos, desde trazer mais clientes, até impressionar possíveis compradores com a funcionalidade do seu espaço e preocupação com o bem estar dos animais.

1- Localização: Se a sua ducha é externa, o primeiro instinto é coloca-las o mais próxima possível do pavilhão de cocheiras para aproveitar as instalações de água, embora isso possa ser conveniente há que ser cauteloso com a drenagem adequada para não prejudicar as cocheiras ou você pode literalmente se afundar em problemas; também é ideal que esteja em uma área com maior incidência de sol, desta forma poderá secar mais rápido (os cavalos e o piso) e facilitar a visualização no manuseio na hora de lavar os cavalos. Para duchas internas, você deve considerar  sua proximidade com banheiros para otimizar tubulação de água e esgoto e há que se atentar para não respingar água nas baias de outros animais, o ideal são paredes altas nas divisas.

2- Água e eletricidade: Basicamente você deve saber que elas não se misturam. Por isso, não deixe de contar com um ótimo profissional na hora de fazer as instalações elétricas nessa área, elas devem estar sempre embutidas (assim como em todo estábulo). Para reduzir o risco de problemas evite tomadas nas áreas de duchas.

3- Tamanho importa: Dar ducha a um animal exige amplos movimentos, o cavalo deve poder girar, entrar e sair confortavelmente além de uma distancia segura para que o manipulador não tome banho junto com o cavalo.

4- Drenagem: Deve ser considerada em todos os passos na hora de construir uma ducha. Lembre-se que a gravidade sempre levará a água a escoar para baixo, portanto, fique de olho para seu empreiteiro não colocar a grelha lá em cima.  Assegure-se de que o piso está com pelo menos 2% de inclinação na direção certa. Estrume e crinas devem ficar fora das tubulações, instale uma grelha eficiente ou frequentemente terá sua tubulação entupida.

5- Mantenha em ordem: Uma vez que você tenha construído ou reformado sua área de duchas, seu trabalho está só no começo.  Você deve orientar seus funcionários, clientes e visitantes a manter a área sempre limpa. Faça uma placa com a regrinhas da area de ducha e comece a partir do dia 01:

  • Recolher crinas e estrume,  pode até tentar  algo divertido como "a fada da limpeza não trabalha aqui, por favor, limpe após lavar seu cavalo.
  • Desligue a água enquanto estiver ensaboando o animal.
  • Por favor não esguiche os vizinhos.
  • Guardar objetos e xampus quando terminar.

Um design eficiente e funcional é importante para a segurança e saúde dos animais e das pessoas que utilizam o estábulo. A qualidade das instalações irá influenciar diretamente a qualidade de vida e felicidade dos cavalos e clientes.

Comentários (0) e Compartilhar

Picadeiros e pistas indoor de tirar o folego!

Publicado em 20/07/2016 às 20h37

Stork’s Nest Farm

Localização: Republica Checa

Designer: SGL Projekt (Praga)

Dimensões: 34m de diametro e 12,5 de altura

O picadeiro indoor é construído com vigas de madeira em arco coberto de policarbonato translúcido e toras de carvalho. Este design exclusivo, inspirado em um ninho de cegonhas, inclui uma grande clarabóia no centro da arena, permite filtrar a luz natural. Podeacomodar até 200 espectadores.

Reitarena Stubei

Localização: Fulpmes, Áustria

Designer: AO Architekten

A pista incluí telhado com inclinação de uma água só e revestimento em pedras para harmonizar com a paisagem circundante. A estrutura é cercada por um brise que protege o cavalo e o cavaleiro das intempéries, enquanto revelando vistas deslumbrantes sobre a montanha. Muito Frank Lloyd Wright ... eu gosto.

Grand Central Farm

Localização: North Salem, NY

Dimensões: 56 X 33 metros

Designer: Jeff Pearson of Pearson & Peters Architects (Lexington, KY)

Quem disse que pistas cobertas tem que ser claustrofóbicas? Esta pista coberta para cavalos possuí quase 17 metros de altura revestidos em lamina de madeira natural possuí um ar de catedral, realçado pela luminosidade natural da clarabóia.

 

Centre d’entrainement de Grosbois à Boissy-Saint-Léger

Localização: Boissy-Saint-Léger en Val-de-Marne, France

Dimensões: 77 X 23 metros

Este centro equestre está localizado em um castelo francês do século 17, o Château de Grosbois, comprada em 1962 pela Société d'Encouragement à l'Elevage du Cheval Français para a conversão em uma pista coberta, centro de treinamento e escola profissional de eqüinos. O contraste entre painéis de madeira escura e suas clarabóias e janelas é impressionante.

 Winter Riding School

Localização: Vienna, Austria

Dimensões: 55 X 18 metros

Designer: Joseph Emanuel Fischer von Erlach

Local das performances da escola de equitação espanhola, este salão célebre foi construído entre 1729 e 1735 e é uma dos mais antigos Manèges de seu tipo no mundo. Encharcado de sol, o salão branco deslumbra com tons de prata e ouro, enquanto lustres de cristal brilham em cima do picadeiro indoor.

 

Beechwood Stables

Localização: Weston, Massachusetts

Designer: John Blackburn

Não poderia faltar aqui um projeto dele! Uma pista coberta com um lounge vip de observação, ela conta com todos os princípios de uma arquitetura saudável para cavalos. Possuí iluminação zenital através de cobertura em policarbonato translúcido, as estruturas metálicas na lateral são retráteis, o que permite subir as janelas em dias de calor para "arejar" mais o espaço e fechar em dias de vento frio e chuvas.

Comentários (0) e Compartilhar

O quanto sua cocheira é segura?

Publicado em 11/07/2016 às 15h06

Cocheiras podem demonstrar todo o nosso amor por nossos cavalos ou a nossa situação econômica. Em termos de saúde e segurança dos equinos, a melhor solução é aquela que funciona, não necessariamente a cara. Diante desses fatos, vamos abordar o que o cavalo realmente precisa para garantir sua saúde.

SEGURANÇA NAS BAIAS DE CAVALO

Abrigo

Basicamente, o abrigo é um quebra-vento e um lugar para ficar protegido das intempéries. A chave é permitir que seus cavalos se adaptem às suas condições climáticas naturais, em seguida, construir sua moradia equina e desenvolver um programa de gestão que interfira o mínimo possível neste processo.

Sua localização geográfica afetará muitas das decisões tomadas em relação ao tipo de abrigo você tem para os seus cavalos. Cocheiras em climas mais quentes devem proporcionar sombra e movimento de ar suficiente para o controle de temperatura e ventilação. Em climas frios deve oferecer um quebra-vento e maximizar a utilização do sol. Isolar o espaço ocupado por cavalos não é nem necessário nem recomendado. Em lugar fechado a umidade fica retira no interior e se acumula, o que é prejudicial para a saúde do seu cavalo e estrutura do seu edifício.

A escolha do local

Se você está construindo uma nova cocheira, questões de saúde e segurança devem ser parte da equação para determinar a localização. Fácil acesso para reboques, veículos de emergência e manutenção de equipamentos é essencial. Esteja preparado para fornecer boas estradas e espaço suficiente para manobrar os veículos ao redor, em qualquer tipo de clima.

Proximidade e acesso a piquetes também é importante. Uma vez que muitos acidentes ocorrem quando se leva cavalos de e para áreas de afluência e da cocheira, qualquer área onde andam ou correm precisa ser tão plana quanto possível, com bom piso, o mínimo de obstáculos, e iluminação suficiente.

A escolha do local também permite que você tire vantagem de pontos positivos do seu clima e minimize os negativos. Por exemplo, em áreas que tem verões quentes, a orientação habitual é alinhar os corredores com os ventos prevalecentes para o arrefecimento de verão. Use portas do corredor de largura total que se abrem totalmente no verão e feche bem durante o inverno.

Para maximizar a luz natural, você deve escolher bem a localização. Isso é um grande benefício no sentido económico também. Uma boa iluminação ajuda cavalos e tratadores a ver o ambiente melhor. Claraboias são uma maneira útil para tirar proveito da luz natural, mas atentem-se para tomar todos os cuidados necessários durante a instalação a fim evitar vazamentos.

A drenagem total do local é importante para a segurança e saúde de todos. Áreas molhadas ou úmidas fornecem um terreno fértil para fungos, bactérias e insetos, bem como para aumentar a umidade total no celeiro. Boa drenagem superficial longe do celeiro e um telhado com inclinação adequada, são um bom começo. Calhas não são muitas vezes utilizados já que exigem limpeza frequente e, juntamente com drenagem superficial inapropriada, incentivam a reprodução do mosquito e fazem buracos de lama nos locais de drenagem.

Melhorar o local de um celeiro existente é muitas vezes possível. Os mesmos princípios se aplicam dentro das limitações da estrutura existente. As estradas de acesso podem ser alteradas, árvores cortadas ou plantadas e inclinação ao redor modificada.

Questões gerais de construção do haras

O sistema estrutural de sua nova cocheira ou seus planos para a reforma de um celeiro existente será determinada em parte pelo orçamento e estética. No entanto, a preocupação mais importante deve ser a integridade estrutural do edifício para resistir a fogo, vento e tempestades. Como cocheiras tendem a ser grandes estruturas, são alvos de vento e danos causados ​​por raios. Vários sistemas de construção se podem ser usados para cocheiras seguras e saudáveis. As questões importantes são as do orçamento, a integração do ambiente e estruturas vizinhas.

Estruturas de alvenaria (aqueles feitos de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto) são excelentes opções para celeiros, mas podem ser difíceis de modificar mais tarde. Baixa manutenção e facilidade de limpeza tornam a escolha melhor para muitas operações comerciais, quando esses fatores econômicos para justificam a despesa.

Uma construção de alvenaria adequada requer fundações de concreto reforçadas com aço projetados para o tipo de solo local para determinar a capacidade de suporte de carga e clima. Além disso, todas as aberturas e cantos destinadas à circulação onde os cavalos irão estar  devem ser suave, com cantos de forma arredondada.

Blocos com textura áspera, embora atraentes, só devem ser usado em superfícies exteriores onde não há tráfego de equinos.

Estruturas de aço, se devidamente projetadas, são extremamente seguras. Apesar de caro, este tipo de construção também proporciona baixa manutenção (exceto por pintura ocasional) e fácil limpeza. A capacidade de criar grandes vãos no telhado torna o aço o sistema preferido para arenas. Deve ser projetado para cargas de vento em sua área e instalado por um fornecedor  experiente. Como o de alvenaria, requer o reforço de fundações de concreto, mas apenas nas colunas e outros pontos de suporte de carga.

Embora o aço seja um excelente sistema estrutural, o tapume de aço é muitas vezes perigoso, se não for adequadamente protegido, de abrasão ou coices. Se a sua área de afluência ou paddock ficarem perto das cocheiras, bordas afiadas (sobreposições ou painéis de suspensão) e cantos devem ser protegidos. Parte da sua rotina de manutenção regular deve incluir frequente inspeção visual das áreas de danos. Chapas de aço nunca devem ser usado como um forro nas baias sem proteção nas bordas, de materiais como madeira.

Se o seu edifício existente tem painéis de telhado em metal, deve-se inspecionar os elementos de fixação e substituir pregos soltos ou parafusos pelo menos anualmente. Preste especial atenção para a ponta do material de cobertura em beirais e empenas onde é mais provável que o vento comece a levantá-los.

A madeira é a estrutura de escolhida para a maioria das cocheiras pequenas, uma vez que é inicialmente menos caro e relativamente fácil de modificar. No entanto, dependendo do projeto, a madeira pode ser de alta manutenção e difícil de manter limpo. Cupins são um problema sério em muitas partes do país. O dano estrutural que causam é quase invisível no começo e pode conduzir a uma degradação séria antes da detecção.

Drenagem

Os cavalos têm o hábito agradável de urinar ao entrar na baia. Eles tendem a ir no mesmo local, e muitas vezes acumular o liquido no mesmo ponto. Para os pisos de concreto é sempre aconselhável um sistema de drenagem complementar (cuidado com a espessura da grelha para a serragem não entupir a tubulação por exemplo).

Alguns haras optam pela escolha de tapete de borracha no piso da baia, por gerar economia na hora de colocar a cama (serragem), pode ser uma opção agradável por ser de baixo impacto nas pernas do cavalo. Porém, é necessário que seja instalada por um profissional para não deixar bordas sobressalentes onde o cavalo pode tropeçar.

Corredores das baias

Idealmente, os corredores deve ser de 3  metros ou mais de largura, o que permite o tráfego de animais e equipamentos sem descascar as paredes. Essa largura também oferece amplo espaço para cavalos e tratadores para passar uns aos outros com segurança.

Corredores internos das cocheiras devem se inclinar ligeiramente para o sistema de esgoto ou portas exteriores para permitir o escoamento ideal da água (sem formar poças) bem como facilitar o trabalho na hora de varrer o pavilhão.

COCHEIRAS PARA HARAS

Sempre pavimentar o corredor da cocheira em vez de deixá-lo de terra ou areia. A poeira é um inimigo para o sistema respiratório dos cavalos e humanos. Alto tráfego em áreas não pavimentadas também leva a alta manutenção. Há várias opções disponíveis na hora de fazer o piso:

  • O concreto é durável, mas deve ser finalizado com uma superfície texturizada, antiderrapante.
  • Asfalto funciona bem, mas não deve ser liso o suficiente a ponto de se tornar escorregadio.
  • Pedras apesar de serem esteticamente atrativas, não são uma boa opção. Muitas vezes são escorregadias e seus pequenos desníveis naturais são uma armadilha para escorregar cavalos e seus tratadores.
  • Piso intertravado de borracha é a melhor e mais segura opção para os animais. Porém, é que tem o custo inicial mais caro.

Iluminação / Outras preocupações elétricas

Problemas elétricos são uma das principais causas de incêndios em cocheiras. Certifique-se periodicamente de que sua fiação está toda em ordem.

Fiação exposta tem maior potencial de danos e podem ser mascadas por roedores, embora a norma elétrica possa permitir, esta opção não é ideal. Conduites reduzem esses perigos, e, no caso de eletrodutos de metal também fornecem um sistema de aterramento secundário. Embora seja trabalhoso (e custoso) deixar todos os interruptores e tomadas tampados podem te polpar (e muito) e inúmeros acidentes.

Um celeiro bem iluminado é mais seguro para o cavalo e humano; boa iluminação reduz acidentes e ajuda o manipulador ver ferimentos.

Celeiros são lugares inerentemente empoeirados. A poeira que se acumula em aparelhos elétricos - como luminárias e tomadas expostas - pode representar um grave risco de incêndio. Verifique e limpe-os periodicamente.

Coloque extintores de incêndio perto das entradas e saídas, e não em um armário no quarto de sela, onde seria de difícil acesso durante um incêndio ou emergência.

Manutenção

Uma cocheira bem cuidada é uma cocheira mais segura para o cavalo e humano. Muitas empresas dão treinamento aos seus funcionários sobre comportamento, como cuidar dos seus materiais de trabalho, como ajudar a manter um ambiente limpo, seguro e agradável. O mesmo serve para os proprietários de haras, hípicas e fazendas que possuem funcionários que lidam com clientes e cavalos.

Sugestão de check-list de manutenção no estábulos:

  • Faça uma inspeção geral para ver se há pregos salientes, parafusos, etc. ao menos uma vez por semana.
  • Aperte os parafusos soltos e parafusos em dobradiças e outros dispositivos que recebem uso diário ao menos uma vez ao mês.
  • Verificar se há portas de baia quebradas/ desalinhadas semanalmente.
  • Verifique se há beldes de água/ alimentação soltos ou quebrados diariamente.
  • Verifique o estado piso da baia e manter cama adequada diariamente.
  • Verifique se existem carrinhos, garfos, e outros instrumentos no corredor que podem atrapalhar a circulação ou até machucar alguém.
  • Verifique se ha carga no extintor de incêndio mensalmente
  • Preste atenção para painéis de tapume ou coberturas soltas ou danificadas, o ideal é troca-las imediatamente.
  • Faça sempre que possível uma inspieção geral nos depósitos de feno, cama, ração, a fim de se certificar de que não há presença de roedores, mofo e outras pragas.
  • Inspecione visualmente dispositivos elétricos, luzes e fiação exposta diariamente. Se um aparelho estiver conectado, mas desligado, desconecte da tomada.

%MCEPASTEBIN%

Comentários (0) e Compartilhar

Depósito de ração para cavalos - Dicas de como armazenar!

Publicado em 30/06/2016 às 11h53

Todos nós sabemos que é essencial para nossos equinos ter uma alimentação de qualidade, mas precisamos cuidar do armazenamento destes produtos com tanta importância quanto damos na escolha da alimentação adequada. Existem alguns itens que devemos ter atenção redobrada ao projetar e organizar o depósito de grãos e suplementos:

deposito de ração para cavalo

- Temperatura: Altas temperaturas podem estragar os grãos (ração/ aveia/ suplementos), que ao serem ingeridos pelo cavalo podem induzir a cólica. Tenha sempre um local bem iluminado e ventilado para evitar prejuízos.

- Armazenamento: Grande parte dos proprietários ainda utiliza depósito com sacos empilhados, apesar de não ser a maneira mais eficaz. Os tradicionais sacos de papelão são fáceis de serem "furados", danificados por roedores e ainda vulneráveis a umidade. Lixeiras industriais (de plástico ou metal) são amplamente utilizadas em outros países, para maior proteção dos grãos. Seus cavalos irão te agradecer todo cuidado.

deposito de ração haras cavalos

- Roedores e pragas: Já falamos em um artigo aqui sobre eles, gostam de lugares em que a comida é fácil, podem se esconder/ reproduzir. Mantenha sempre seu local limpo, livre de grãos "derramados" no piso.

roedores e alimentos

Classificar/ separar conforme seu uso: Quanto mais organizado seu espaço for, mais fácil será o trabalho dos tratadores. Um quadro/ lousa onde estão escritos o trato de cada animal, uma grande bancada na extremidade por exemplo oferece uma superfície de trabalho onde podem ser medidas as rações, misturados os grãos e colocar recipientes.  

quarto de ração para cavalos

- Umidade: Podem causa mofo/ bolor nos alimentos. Uma das maneiras de evitar mofo é manter os alimentos afastados do piso, onde normalmente a umidade é maior.

armazenar ração dos cavalos

- Localização: Ideal que seja um local próximo as baias para facilitar a mão de obra na hora de passar o trato, centralizar este depósito permite que os tratadores façam seu trabalho com maior eficiência, uma vez que serão menos passos na rotina diária.

- Iluminação: O Local deve ser bem iluminado para possibilitar a fácil leitura e identificação de cada item. Além de evitar acidentes.

Buscando imagens de referência para este post, encontrei uma idéia bem interessante para quem utiliza baldes (ao invés de cocho). Este suporte abaixo serve para pendurar os baldes, leva-los até o depósito de ração, abastecer e depois passar o trato. O que deveria ser feito em diversas viagens pode ser feito em uma só. Incrível não? Para quem tem animais com dietas diferentes, super eficiente.

 

Comentários (0) e Compartilhar

Cólicas em cavalos estabulados

Publicado em 27/06/2016 às 19h47

Todo proprietário de cavalos tem como pesadelo a palavra com "C", embora as vezes seja inevitável, existem alguns passos que os proprietários podem tomar para evitar as cólicas. Manter os animais no pasto, ao invés de baias por exemplo, pode diminuir significativamente a incidência de cólica nos cavalos. De acordo com os resultados de um estudo recente realizado por um grupo de pesquisadores britânicos, há uma diminuição no movimento do bolo alimentar (ou motilidade intestinal) em cavalos estabulados em comparação com os animais criados no pasto.

CAVALO SOLTO NO PASTO COLICA

 A equipe de investigação, liderada por Sarah Freeman, PhD, CertVA, Cert VR, Certes, Dipl. ECV, MRCVS, professora associada de Cirurgia Veterinária da Universidade de Nottingham - Escola de Medicina Veterinária e Ciência, em Leicestershire, utilizou ultra-sonografia para avaliar a freqüência de grandes contrações intestinais (e, portanto, a quantidade de motilidade intestinal) em dois grupos de oito cavalos (sem história recente de doença gastrointestinal) utilizados para treinamento de equitação no Defense Animal Center em Melton Mowbray, Reino Unido.

O primeiro grupo foi estabulados durante todo o período do estudo, composto por  duas fases de monitoramento. Eles foram alimentados com feno e concentrado duas vezes por dia, com acesso constante à água potável. Cavalos neste grupo foram exercitados levemente para 60-90 minutos por dia. Estes cavalos permaneceram na mesma rotina ao longo ambas as fases de monitoramento.

O segundo grupo foi mantido no pasto 24 horas por dia com acesso constante à água potável para a primeira parte da fase de monitoramento. Eles não receberam nenhum exercício formal ou concentrados suplementares, enquanto estavam no pasto. Para a segunda fase de monitoramento, cavalos neste grupo foram transferidos para o regime de cocheiras, idêntico ao primeiro grupo.

Os pesquisadores utilizaram a ultrassonografia para examinar dois cavalos de cada grupo de estudo duas vezes por dia durante dois dias consecutivos para avaliar a freqüência das contrações dentro de várias partes do intestino grosso.

COLICAS EM CAVALO COCHEIRA

Os resultados do estudo mostraram uma diferença mensurável em grande motilidade intestinal entre os dois grupos de cavalos.

"A frequência de contracções intestinais de todas as regiões coletivamente foi significativamente menor quando os cavalos foram estabulados em comparação com o regime de pasto, mas este efeito foi maior em uma região do cólon onde ocorrem geralmente impactações", disse Freeman no estudo.

A equipe observou que existem vários fatores que diferem entre a gestão de cavalos em baia e em pastagens, incluindo o tipo de alimentação, intervalos de alimentação e níveis de atividade.

 "Agora que sabemos que os cavalos estabulados reduziram a motilidade, podemos tomar medidas para tentar melhorar isso e reduzir o risco de cólica."

COLICAS EM CAVALOS ESTABULADOS

Algumas medidas que podem te ajudar a evitar cólica nos animais:

  •  Sempre tenha água limpa e abundante disponível
  •  Observe atentamente seu cavalo se houveram mudanças de treino, dieta ou lugar de estabulagem
  •  Sempre que possível, solte os animais no pasto
  •  Controle de parasitas nas baias e depósitos é essencial.

Estudo publicado na edição do Equine Veterinary Journal de agosto.

Comentários (0) e Compartilhar

||left||||news b01 c05 bsd|b01 c05 bsd|b01 c05 bsd|news login b01 c05 bsd|c05|b01 c05 bsd|content-inner||news fl